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	<description>Gestão em Segurança no Trabalho</description>
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		<title>NR-4 e graus de risco: por que as empresas devem se preparar desde já</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 13:54:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Com revisão prevista para dezembro, companhias precisam mapear impactos no SESMT e na CIPA agora. Encerrada no último dia 29 de junho, a consulta pública reaberta pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sobre o Anexo I da&#160;NR-4&#160;colocou em discussão muito mais do que a atualização de uma tabela. O documento propõe rever a correspondência [&#8230;]]]></description>
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<p>Com revisão prevista para dezembro, companhias precisam mapear impactos no SESMT e na CIPA agora.</p>



<p>Encerrada no último dia 29 de junho, a consulta pública reaberta pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sobre o Anexo I da&nbsp;<a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-4-nr-4">NR-4</a>&nbsp;colocou em discussão muito mais do que a atualização de uma tabela. O documento propõe rever a correspondência entre as subclasses da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) 2.0 e os Graus de Risco das atividades, classificados de 1 a 4. As contribuições da consulta pública ainda serão analisadas pela Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), que conforme sua agenda regulatória, prevê a revisão final da norma para dezembro de 2026.</p>



<p>O Grau de Risco é uma engrenagem central da estrutura brasileira de Segurança e Saúde no Trabalho (SST). Pela NR-4 atual, o dimensionamento do Serviço Especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) considera o número de empregados e o maior grau de risco entre a atividade econômica principal e a atividade preponderante que consta no CNPJ do estabelecimento. Uma mudança de enquadramento pode, portanto, alterar a obrigação de constituir o serviço, sua composição, a carga horária dos profissionais e a forma de organização do SESMT.</p>



<p>A metodologia submetida à consulta busca aproximar a classificação da realidade recente da acidentalidade. O cálculo é feito por subclasse CNAE e utiliza dados de 2018 a 2023, percentis de frequência e gravidade, além de ajustes relacionados à mortalidade e à incidência de doenças ocupacionais. Os acidentes de trajeto são excluídos do indicador de frequência; o índice inicial atribui peso de 40% à frequência e de 60% à gravidade; e o resultado é distribuído em quartis, dos quais decorrem os quatro graus de risco.</p>



<p>O recorte estatístico ainda vem sendo objeto de grande controvérsia por considerar dados coletados durante a pandemia, período em que atividades de diversos setores do comércio foram paralisadas, consequentemente acarretando a redução de afastamentos, situação que contrasta com a realidade vivenciada por setores da saúde e serviços essenciais.</p>



<p>Esse desenho pode produzir elevações e reduções relevantes em setores hoje enquadrados de modo distinto. Para grupos empresariais com múltiplos estabelecimentos, atividades diversificadas, operações regionalizadas e uso intensivo de prestadores, a análise não pode se limitar ao CNAE principal informado no CNPJ. Será necessário examinar a atividade efetivamente preponderante, a distribuição dos trabalhadores e a arquitetura adotada para o SESMT, inclusive diante das regras aplicáveis aos trabalhadores de empresas contratadas.</p>



<p>Os efeitos também não se encerram na NR-4. O próprio MTE reconhece que o Grau de Risco influenciará o dimensionamento da CIPA e outros requisitos previstos nas normas regulamentadoras, especialmente para microempresas e empresas de pequeno porte (ME e EPP).</p>



<p>Na&nbsp;<a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/nr-1">NR-1</a>, por exemplo, determinadas dispensas de elaboração do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) dependem do enquadramento nos graus 1 ou 2 e da inexistência das exposições nela especificadas. Na&nbsp;<a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-17-nr-17">NR-17</a>, a dispensa de elaboração da Análise Ergonômica do Trabalho para ME e EPP também se vincula aos graus 1 e 2. Na&nbsp;<a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-7-nr-7">NR-7</a>, o prazo considerado para eventual dispensa do exame clínico demissional é de 135 dias para os graus 1 e 2 e de 90 dias para os graus 3 e 4.</p>



<p>Na fiscalização, uma vez vigente, a nova classificação passará a integrar os parâmetros objetivos para verificação da constituição, do registro e do dimensionamento do SESMT, da composição da CIPA e das demais obrigações vinculadas ao Grau de Risco. Isso não significa, por si só, alteração automática dos critérios de embargo, interdição ou das penalidades da&nbsp;<a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-28-nr-28">NR-28</a>, que possuem disciplina própria. Significa, porém, que um enquadramento desatualizado poderá gerar uma cadeia de não conformidades objetivamente verificáveis.</p>



<p>É recomendável que as empresas iniciem, desde já, um diagnóstico preventivo: mapear todas as subclasses CNAE e estabelecimentos; validar as atividades principal e preponderante; comparar o enquadramento vigente com o proposto; simular o dimensionamento do SESMT e da CIPA; revisar os efeitos sobre dispensas aplicáveis a ME e EPP; estimar necessidades de contratação e orçamento; e acompanhar a tramitação na CTPP e a eventual definição de uma regra de transição.</p>



<p>Preparar-se não é antecipar uma norma ainda inexistente, mas evitar que sua publicação encontre a organização sem dados, sem orçamento e sem capacidade de adaptação. E há uma cautela indispensável: eventual redução do Grau de Risco não elimina os perigos concretos do ambiente de trabalho nem afasta o dever de gerenciá-los no PGR. Em SST, classificação regulatória e risco real dialogam, mas não são sinônimos.</p>



<p class="has-small-font-size"><strong>Fonte:</strong> <a href="https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/nr-4-e-graus-de-risco-por-que-as-empresas-devem-se-preparar-desde-ja">https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/nr-4-e-graus-de-risco-por-que-as-empresas-devem-se-preparar-desde-ja</a></p>



<p class="has-small-font-size"><strong>Por: </strong>Christiana Fontenelle,&nbsp;Carlos Alexandre Aires Elldrikwer</p>



<p class="has-small-font-size"><strong>Imagem:</strong> Inteligência Artificial &#8211; IA</p>
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		<title>Empresas confundem ações de clima com gestão de risco na nova NR-1</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 12:24:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Com as novas recomendações da norma, práticas coletivas como esporte corporativo podem apoiar engajamento e pertencimento, mas não substituem diagnóstico, governança e medidas formais de prevenção. Com a fiscalização da&#160;NR-1&#160;sobre riscos psicossociais em vigor desde 26 de maio de 2026, empresas passaram a buscar ações mais concretas de saúde mental, cultura e pertencimento no ambiente [&#8230;]]]></description>
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<p>Com as novas recomendações da norma, práticas coletivas como esporte corporativo podem apoiar engajamento e pertencimento, mas não substituem diagnóstico, governança e medidas formais de prevenção.</p>



<p>Com a fiscalização da&nbsp;<a href="https://revistacipaeincendio.com.br/nr-1-mesmo-com-medidas-de-suspensao-de-multas-assunto-nao-deve-ser-negligenciado/">NR-1</a>&nbsp;sobre riscos psicossociais em vigor desde 26 de maio de 2026, empresas passaram a buscar ações mais concretas de saúde mental, cultura e pertencimento no ambiente de trabalho. O movimento, porém, também abriu espaço para uma confusão recorrente entre iniciativas pontuais de clima e gestão efetiva de risco. A norma exige que fatores psicossociais sejam identificados no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e registrados no Programa de Gerenciamento de Riscos, com plano de ação e documentação. Nesse cenário, práticas coletivas como esporte corporativo podem apoiar engajamento e pertencimento, mas não substituem diagnóstico, governança e medidas formais de prevenção.</p>



<p>Para&nbsp;Guilherme Rossi, fundador da MeshMe e responsável pela operação do&nbsp;<a href="https://www.corporategamesbrasil.com/">Corporate Games</a>&nbsp;no Brasil, a pressão regulatória tem levado muitas empresas a procurarem respostas rápidas, mas nem toda ação de bem-estar representa conformidade com a norma. “O erro mais comum é imaginar que uma palestra, uma campanha interna ou uma ação esportiva pontual resolve o problema da NR-1. Essas iniciativas podem melhorar o clima e criar vínculos, mas a norma exige mapeamento, documentação e gestão dos riscos psicossociais. Esporte é uma alavanca de cultura, não um atalho de compliance”, afirma.</p>



<p>A urgência também é reforçada pelo avanço dos afastamentos e da judicialização. Segundo dados da Previdência Social, em 2025 foram concedidos 546.254 benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais e comportamentais, crescimento de 15,66% em relação a 2024, quando foram registrados 472.328 benefícios. Já o levantamento do escritório Trench Rossi Watanabe, realizado na plataforma Data Lawyer e divulgado em 2026, aponta que riscos psicossociais já aparecem em pouco mais de 5 mil processos na Justiça do Trabalho desde 2014, com valor total discutido de R$ 2,2 bilhões.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Gestão de clima organizacional</strong></p>



<p>Na prática, o tema pressiona duas áreas ao mesmo tempo. O RH busca soluções capazes de melhorar o clima, reduzir o isolamento e fortalecer o pertencimento, enquanto o jurídico e a saúde ocupacional precisam garantir que a empresa consiga comprovar a identificação de riscos, o plano de ação, o acompanhamento e a documentação. Por isso, indicadores como absenteísmo, afastamentos, turnover, queixas recorrentes, sobrecarga, conflitos de liderança e denúncias internas passam a ser tão importantes quanto a adesão a campanhas ou eventos de engajamento. A&nbsp;<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14831.htm">Lei 14.831/2024</a>, que criou o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, também reforça esse movimento ao reconhecer empresas que adotam ações e políticas voltadas à promoção da saúde mental e do bem-estar no trabalho.</p>



<p>Nesse contexto, o esporte coletivo pode ser uma ferramenta relevante para fortalecer relações, ampliar confiança entre equipes e transformar pertencimento em experiência prática, desde que integrado a uma estratégia mais ampla de gestão. Dados da BetterUp apontam que colaboradores com forte senso de pertencimento apresentam aumento de 56% no desempenho, redução de 50% no risco de turnover e queda de 75% nos dias de licença médica.</p>



<p>Para Rossi, a credibilidade do tema está justamente em não vender uma ação de cultura como solução normativa. “O esporte ajuda porque cria comunidade, aproxima pessoas e torna o pertencimento mais concreto no dia a dia da empresa. Mas ele precisa caminhar ao lado de diagnóstico, escuta, indicadores e plano de ação. A empresa que tratar pertencimento como parte da cultura e risco psicossocial como parte da governança, um dos pilares&nbsp;<a href="https://revistacipaeincendio.com.br/animaseg-entrega-primeiras-certificacoes-de-sustentabilidade-e-esg-para-empresas-do-setor/">ESG</a>&nbsp;(compromissos ambientais, sociais e de governança), estará mais preparada do que aquela que tenta resolver tudo com uma ação simbólica”, conclui.</p>



<p class="has-small-font-size"><strong> </strong><em><strong>Fonte:</strong> <a href="https://revistacipaeincendio.com.br/empresas-confundem-acoes-de-clima-com-gestao-de-risco-na-nova-nr-1/">https://revistacipaeincendio.com.br/empresas-confundem-acoes-de-clima-com-gestao-de-risco-na-nova-nr-1/</a></em></p>



<p class="has-small-font-size"><em><strong>Imagem:</strong> Inteligência Artificial – IA</em></p>
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		<title>Artigo analisa a insegurança de uso de limites de exposição ocupacional para cancerígenos</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 13:34:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Análise também aponta medidas preventivas necessárias e impactos negativos da subnotificação &#160;Para Todos Verem: Imagem de um trabalhador e de uma trabalhadora em uma indústria petroquímica (gerada por IA no Magnific), usando EPIs e fazendo medições. Nos cantos superiores, a logomarca da Revista Cipa e a palavra Artigo. No centro, o título: A Insegurança do [&#8230;]]]></description>
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<p>Análise também aponta medidas preventivas necessárias e impactos negativos da subnotificação</p>



<p>&nbsp;Para Todos Verem: Imagem de um trabalhador e de uma trabalhadora em uma indústria petroquímica (gerada por IA no Magnific), usando EPIs e fazendo medições. Nos cantos superiores, a logomarca da Revista Cipa e a palavra Artigo. No centro, o título: A Insegurança do Uso do LEO para os Cancerígenos e a Previdência. No canto inferior direito, a marca da Fundacentro e o selo dos 60 anos.</p>



<p>Usar Limites de Exposição Ocupacional como parâmetro para o controle da exposição dos trabalhadores a agentes cancerígenos é admitir a morte estatísticamente aceitável. É o que conclui o artigo A Insegurança do Uso do LEO para os Cancerígenos e a Previdência, publicado na edição 526 da revista Cipa, de julho e agosto de 2026.</p>



<p>&#8220;Buscar estabelecer limites ou limiares na normatização de agentes reconhecidamente cancerígenos (IARC-1), conforme a farta literatura dos manuscritos da IARC, destes últimos 30 anos, é ocultar o grande risco e perigo desses agentes, que ao serem absorvidos em qualquer quantidade por mínima que seja, podem causar mutações no DNA ou danos celulares que tem o potencial de evoluir para um câncer&#8221;, avalia o autor Remígio Todeschini, que é doutor em Psicologia Social e do Trabalho pela UnB (Universidade de Brasília) e atua na Fundacentro.</p>



<p>Dados da Organização Mundial da Saúde reforçam o alerta. &#8220;A OMS já alertava em 2010 que para 0,53 ppb (parte por bilhão) de exposição entre cem mil expostos ao benzeno, havia estimativa de um caso de leucemia/câncer&#8221;, completa.</p>



<p>Para fazer essa discussão, o especialista retoma informações do curso sobre diagnóstico e prevenção do câncer ocupacional da instituição em maio deste ano. Na ocasião, pesquisadores de diferentes órgãos mostraram o impacto de agentes cancerígenos, como radiação ultravioleta, radiações ionizantes, amianto, benzeno e sílica, no mundo do trabalho. As aulas voltam a ser disponibilizadas no canal da Fundacentro no YouTube após o período de Defeso Eleitoral.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Prevenção e subnotificação</strong></p>



<p>Para prevenir o câncer ocupacional, é necessário eliminar ou substituir o agente cancerígeno. Se isso não for viável, deve-se impedir possíveis emanações por enclausuramento ou outras tecnologias para controle e monitoramento constante, inclusive de &#8220;emissões fugitivas, com identificação precoce de qualquer deterioração dos equipamentos&#8221;.</p>



<p>No entanto, a subnotificação, ao não reconhecer a relação do câncer com o trabalho, impede que se invista em medidas preventivas. O artigo coloca a questão em evidência ao destacar que a Previdência reconheceu 1.828.808 casos de câncer não laborais e 2.921 acidentários de 2015 a 2025. Mesmo quando se trata do mesotelioma, tipo de câncer que afeta a membrana que reveste a pleura (pulmões) e tem como principal causa o amianto, &#8220;o INSS concedeu 424 benefícios para câncer previdenciário e somente quatro casos laborais&#8221;. Já no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) foram 7.005 notificações de câncer relacionado ao trabalho.</p>



<p>&#8220;Essa insegurança potencializa os riscos, pois ao não serem reconhecidos, ocultam informações para correções no campo de SST. Contribuem para a insustentabilidade e desequilíbrio previdenciário com a sonegação do FAT/SAT [Fator Acidentário de Prevenção / Riscos Ambientais do Trabalho] e não suporte fiscal aos benefícios acidentários&#8221;, analisa Todeschini.</p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Texto: </em></strong><em>Cristiane Oliveira Reimberg</em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Fonte:</em></strong> <a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2026/julho/artigo-analisa-a-inseguranca-de-uso-de-limites-de-exposicao-ocupacional-para-cancerigenos">https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2026/julho/artigo-analisa-a-inseguranca-de-uso-de-limites-de-exposicao-ocupacional-para-cancerigenos</a></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Imagem:</em></strong><em> Inteligência Artificial &#8211; IA</em></p>
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		<title>CIPA é essencial no engajamento da prevenção laboral e fortalece voz dos trabalhadores</title>
		<link>https://bauseg.com.br/blog/cipa-e-essencial-no-engajamento-da-prevencao-laboral-e-fortalece-voz-dos-trabalhadores/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:14:43 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Acidente do trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[Especialistas reforçam a importância da comissão não apenas como uma obrigatoriedade regulatória, mas a chance de ouvir colaboradores, integrar propostas, melhorar o ambiente laboral, tornando-o mais seguro e saudável. Um caso recente reforça a importância da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA), especialmente em relação ao engajamento dos trabalhadores: em Búzios [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Especialistas reforçam a importância da comissão não apenas como uma obrigatoriedade regulatória, mas a chance de ouvir colaboradores, integrar propostas, melhorar o ambiente laboral, tornando-o mais seguro e saudável.</p>



<p>Um caso recente reforça a importância da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (<a href="https://revistacipaeincendio.com.br/nr-5-apos-a-mudanca-de-nomenclatura-desafios-ainda-permeiam-funcao-da-cipa/">CIPA</a>), especialmente em relação ao engajamento dos trabalhadores: em Búzios (RJ), a secretaria de Administração se reuniu este mês com o ServBúzios (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Armação de Búzios) para fomentar a participação de servidores no processo de formação dessa comissão.</p>



<p>O caso ocorreu após a prefeitura convocar uma eleição em 2025 (Edital nº 01/2025), mas não registrar candidatos interessados, sendo considerada deserta. “Apesar das prorrogações do período de convocação, não houve inscritos”, informou em&nbsp;<a href="https://buzios.rj.gov.br/prefeitura-de-buzios-planeja-campanha-para-implementacao-da-cipa/">nota</a>&nbsp;a prefeitura.</p>



<p>Conjuntamente, sindicato e prefeitura se comprometeram a realizar campanhas de conscientização, com previsão das primeiras atividades para agosto, sobre a relevância e papel desse instrumento na promoção da saúde e da segurança no ambiente laboral. “A expectativa é ampliar o conhecimento dos servidores sobre as atribuições da comissão, incentivar a participação no processo eleitoral, fortalecer a cultura preventiva e promoção da saúde ocupacional no serviço público municipal”, salienta a secretária de Administração da prefeitura de Búzios, Joice Costa.</p>



<p>Vale lembrar, de acordo com a NR-5 (mais informações neste&nbsp;<a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/NR05atualizada2023.pdf">link</a>), para que a CIPA seja formada é necessária uma votação, cujos membros representam os empregados e empregador, conforme o número de colaboradores e o grau de risco da atividade econômica da empresa.</p>



<p>&nbsp;<strong>Cenário laboral preocupante</strong></p>



<p>&nbsp;Com as mudanças na NR-5, que inseriu o termo “Assédio” na nomenclatura da CIPA, e na NR-1, com a inserção mandatória de riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) – e crucial Programa de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), a CIPA ganhou mais protagonismo.</p>



<p>E situações sensíveis que envolvem o assédio merecem ainda mais atenção: segundo a pesquisa Mapa do Assédio no Brasil 2025, elaborada pela consultoria&nbsp;<a href="https://kpmg.com/br/pt/insights/2025/11/pesquisa-mapa-assedio-brasil-2025.html">KPMG</a>&nbsp;com 1.365 pessoas, 31% dos respondentes disseram ter sofrido assédio nos últimos 12 meses, 44% relataram assédio moral ou psicológico, e o mais preocupante: 15% sofreram discriminação de gênero e 14% assédio sexual.</p>



<p>O grande problema permeia justamente nas subnotificações: o levantamento detectou que 58% das pessoas trabalhadoras não se sentiram seguras ao denunciar, 57% não receberam retorno dos canais formais, e 38% desistiram de reportar. “Esses dados revelam um déficit de confiança nas estruturas existentes e mostram a necessidade urgente de mecanismos independentes, acessíveis e acolhedores”, endossa o documento.</p>



<p>&nbsp;<strong>Ações conjuntas</strong></p>



<p>O caminho para uma comissão mais efetiva e presente é longo, mas possível; e são perceptíveis ações pelo país, por meio da colaboração. Em&nbsp;<a href="https://www.apucarana.pr.gov.br/site/cipa-da-prefeitura-de-apucarana-promove-palestras-sobre-saude-e-seguranca-no-trabalho/">Apucarana</a>&nbsp;(PR), operários da prefeitura participaram de uma atividade promovida pela CIPA, abordando temas como prevenção ao uso de álcool e drogas, assédio, direitos e relações de trabalho mais respeitosas. Tais tópicos foram escolhidos por conta de uma sensibilização prévia por parte da comissão ao observar a rotina desses servidores operacionais.</p>



<p>“Estamos falando de um ambiente onde existe esforço físico intenso, um espaço predominantemente masculino, em que ainda existe dificuldade para falar sobre sofrimento emocional ou buscar ajuda. Queremos contribuir para quebrar esse paradigma e reforçar que cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física”,&nbsp;frisou psicóloga Caroline Sasso de Oliveira, uma das instrutoras.</p>



<p>Já na cidade de Assis (SP), a Gestão Ambulatorial Santa Casa capacitou colaboradores do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), reunindo pela primeira vez integrantes da Brigada de Incêndio e da CIPA em uma programação integrada.</p>



<p>A ação foi fomentada por outro instrumento crucial para uma jornada segura, o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (<a href="https://revistacipaeincendio.com.br/capacitacao-tecnica-do-sesmt-garante-seguranca-no-manuseio-de-equipamentos-em-ambientes-criticos/">SESMT</a>, mais em CIPA &amp; Incêndio), em que a integração entre os profissionais foi o ponto alto para uma atuação mais coordenada diante de ocorrências como incêndios e primeiros socorros em um cenário real.</p>



<p>“A iniciativa integra as ações permanentes de promoção da saúde e da segurança no ambiente de trabalho, reforçando o compromisso da instituição com a qualificação contínua dos colaboradores e com o fortalecimento da cultura de prevenção e resposta às emergências”, endossa&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/p/DagQ5ESmKdM/">comunicado</a>&nbsp;do estabelecimento de saúde.</p>



<p class="has-small-font-size"><strong>Fonte:</strong> <a href="https://revistacipaeincendio.com.br/cipa-e-essencial-no-engajamento-da-prevencao-laboral-e-fortalece-voz-dos-trabalhadores/">https://revistacipaeincendio.com.br/cipa-e-essencial-no-engajamento-da-prevencao-laboral-e-fortalece-voz-dos-trabalhadores/</a></p>



<p class="has-small-font-size"><strong>Imagem:</strong> Inteligência Artificial &#8211; IA</p>
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		<title>Segurança no trabalho exige cultura contínua de prevenção, defende especialista do setor logístico</title>
		<link>https://bauseg.com.br/blog/seguranca-no-trabalho-exige-cultura-continua-de-prevencao-defende-especialista-do-setor-logistico/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 12:01:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Especialista aponta que a proteção dos trabalhadores melhora o fluxo logístico e evita prejuízos com paralisações operacionais. Os números mais recentes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) acenderam um alerta para o ambiente corporativo brasileiro. Um estudo técnico apresentado pelo órgão revelou que o país registrou 806.011 acidentes de trabalho e 3.644 mortes em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Especialista aponta que a proteção dos trabalhadores melhora o fluxo logístico e evita prejuízos com paralisações operacionais.</p>



<p>Os números mais recentes do Ministério do Trabalho e Emprego (<a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br">MTE</a>) acenderam um alerta para o ambiente corporativo brasileiro. Um estudo técnico apresentado pelo órgão revelou que o país registrou 806.011 acidentes de trabalho e 3.644 mortes em 2025, o maior número da série histórica iniciada em 2016. No acumulado da década, foram 6,4 milhões de acidentes, 27.486 óbitos e mais de 106 milhões de dias de trabalho perdidos.</p>



<p>Em setores de alta complexidade operacional, como&nbsp;<a href="https://revistacipaeincendio.com.br/descarbonizacao-sst-um-olhar-integrado-para-o-futuro-da-infraestrutura-de-transportes/">transporte</a>&nbsp;e logística, o tema ganha ainda mais relevância. Para empresas que atuam em operações onshore, onde a rotina envolve movimentação de cargas, longas jornadas em estrada e uso constante de equipamentos, a prevenção precisa fazer parte da cultura organizacional e não apenas do cumprimento de normas.</p>



<p>Certificada na ISO 45001, norma internacional voltada para saúde e segurança ocupacional, a&nbsp; Benel, referência nacional em transporte e logística, mantém uma política contínua de prevenção de acidentes, gestão de riscos e proteção das equipes.</p>



<p>“A segurança não pode ser encarada apenas como obrigação legal. Ela precisa estar incorporada à cultura da empresa, fazendo parte das decisões, da operação e do comportamento das equipes diariamente. Quando existe prevenção, treinamento e gestão de riscos, protegemos vidas e também garantimos continuidade operacional”, destaca Liana Benício, head de Segurança e Qualidade da&nbsp;<a href="https://benellog.com.br/">Benel</a>.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Prevenção operacional</strong></p>



<p>Somente no mês de abril, a companhia realizou mais de 770 ações ligadas à segurança do trabalho e prevenção. Entre os números registrados estão 160 inspeções de&nbsp;<a href="https://animaseg.com.br/">EPI</a>, 121 auditorias comportamentais, 81 auditorias por câmera, 142 ações de DDS, além de verificações operacionais, blitz de segurança, treinamentos e acompanhamento de atividades em campo.</p>



<p>Os dados também incluem 61 checklists de equipamentos de cavalo mecânico e caminhão, 42 checklists em semirreboques, 46 verificações de procedimento operacional, além de ações voltadas ao Programa de Gerenciamento de Riscos, Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional e Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.</p>



<p>Além da prevenção operacional, a companhia também investe no cuidado integral com os colaboradores. Em parceria com o SEST SENAT, promoveu a “Operação Saúde”, levando para suas bases serviços e orientações em saúde física e mental, odontologia, nutrição, aferição de pressão, testes de glicose, além de ações voltadas ao bem-estar, como massagens e cuidados pessoais.</p>



<p>O avanço dos indicadores nacionais reforça a necessidade de que empresas ampliem investimentos em segurança, treinamento e acompanhamento contínuo das equipes. Reduzir acidentes passa diretamente pela construção de ambientes organizacionais mais seguros, humanos e preventivos.</p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Fonte:</em></strong><em> </em><a href="https://revistacipaeincendio.com.br/seguranca-no-trabalho-exige-cultura-continua-de-prevencao-defende-especialista-do-setor-logistico/"><em>https://revistacipaeincendio.com.br/seguranca-no-trabalho-exige-cultura-continua-de-prevencao-defende-especialista-do-setor-logistico/</em></a><em></em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Imagem:</em></strong><em> Inteligência Artificial &#8211; IA</em></p>
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		<title>Fique atento! Fornecimento de EPI não exime adicional de insalubridade por ruído</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 12:01:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A tese tem como fundamento o Tema 555 do Supremo Tribunal Federal (STF), que tratou dos efeitos do fornecimento de EPI sobre o reconhecimento do tempo de serviço especial, e o Ato Declaratório Interpretativo RFB 2/2019 da Receita Federal. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que ruídos acima de 55 decibéis (dB) durante o dia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A tese tem como fundamento o Tema 555 do Supremo Tribunal Federal (STF), que tratou dos efeitos do fornecimento de EPI sobre o reconhecimento do tempo de serviço especial, e o Ato Declaratório Interpretativo RFB 2/2019 da Receita Federal.</p>



<p>A Organização Mundial da Saúde (<a href="https://www.correiobraziliense.com.br/aqui/2026/06/29/barulho-cronico-pode-causar-ansiedade-e-perda-de-audicao/">OMS</a>) considera que ruídos acima de 55 decibéis (dB) durante o dia podem causar estresse e a exposição contínua acima de 85 dB, comum em ambientes ocupacionais, acende o alerta para danos auditivos permanentes.</p>



<p>O tema é pauta no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), com o entendimento de que mesmo com a declaração do Equipamento de Proteção Individual (EPI) no Perfil Profissiográfico Previdenciário (<a href="https://revistacipaeincendio.com.br/multas-e-esocial-novo-reajuste-requer-atencao-conjunta-do-rh-e-sst-nas-documentacoes/">PPP</a>), não se afasta a cobrança do adicional ao Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho (<a href="https://www.guiatrabalhista.com.br/trabalhista/gilrat.htm">Gilrat</a>).</p>



<p class="has-medium-font-size">&nbsp;<strong>Grau de exposição ao ruído</strong></p>



<p>&nbsp;A tese tem como fundamento o Tema 555 do Supremo Tribunal Federal (<a href="https://portal.stf.jus.br/jurisprudenciaRepercussao/verAndamentoProcesso.asp?incidente=4170732&amp;numeroProcesso=664335&amp;classeProcesso=ARE&amp;numeroTema=555">STF</a>), que tratou dos efeitos do fornecimento de EPI sobre o reconhecimento do tempo de serviço especial, e o Ato Declaratório Interpretativo&nbsp;<a href="https://us.list-manage.com/17INtlvlN4u?e=0758320193&amp;c2id=26fdbf103fd04bee0d13d484ff07c377">RFB 2/2019</a>&nbsp;da Receita Federal, em que a contribuição adicional é devida ainda que medidas de proteção neutralizem ou reduzam o grau de exposição a níveis legais de tolerância.</p>



<p>Para o conselheiro&nbsp;<a href="https://tagdlaw.com.br/tese-de-que-eficacia-de-epi-nao-afasta-adicional-por-ruido-predomina-no-carf/">Roberto Junqueira</a>, representante dos contribuintes na 1ª Turma da 1ª Câmara da 2ª Seção, o tema no STF frisa que o EPI não neutraliza completamente a nocividade de exposição aos ruídos, especialmente os acima dos limites legais, além de tais equipamentos podem perder sua eficácia ao longo do tempo e ainda há variáveis, como a validade do item e uso correto durante a jornada de trabalho.</p>



<p>Ao&nbsp;<a href="https://www.jota.info/tributos/tese-de-que-eficacia-de-epi-nao-afasta-adicional-por-ruido-predomina-no-carf">JOTA</a>, o conselheiro destacou ainda que a exposição prolongada aos ruídos extrapola o desencadeamento de perda auditiva. Como citado no início deste texto, além de estresse e outros distúrbios, há riscos de vibração ir para os ossos, tecidos até causar problemas cardiovasculares, sendo que a única maneira de neutralizar seria a eliminação integral da fonte de barulho. “O STF indicou que compete à própria Corte reavaliar eventuais avanços tecnológicos são suficientes para afastar esses riscos”, destacou Junqueira ao JOTA.</p>



<p class="has-medium-font-size">&nbsp;<strong>Exemplo na indústria alimentícia</strong></p>



<p>&nbsp;Um caso nesses trâmites foi aplicado em uma cooperativa de alimentos em Chapecó (SC), que foi obrigada a pagar adicional de insalubridade a um operador de produção. Segundo texto divulgado pelo&nbsp;<a href="https://www.conjur.com.br/2026-jun-04/fornecimento-de-protetor-auricular-nao-afasta-direito-a-adicional-de-insalubridade/">ConJur</a>, o operador trabalhava na área de “cozidos” do frigorífero (responsável por cozimento, pasteurização e embalagem de carnes em grande escala), sendo exposto a altos níveis de ruído, sustentando que os EPIs não eliminavam os riscos à saúde.</p>



<p>Em sua defesa, a cooperativa alegou o fornecimento de “protetores auriculares com observância estrita de prazo de validade”, e mantinha Programa de Conservação Auditiva, inspeções periódicas e seguia orientações técnicas do Ministério do Trabalho.</p>



<p>Nos autos, a 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve por unanimidade a decisão, concluindo que os protetores auriculares reduziam ruídos a níveis abaixo dos limites de tolerância previsto em lei, após laudo comprobatório.</p>



<p class="has-medium-font-size">&nbsp;<strong>Normas e regramentos</strong></p>



<p>Uma das Normas Regulamentadoras que trata do tema é a NR-15 (saiba mais em&nbsp;<a href="https://revistacipaeincendio.com.br/?s=audi%C3%A7%C3%A3o">CIPA &amp; Incêndio</a>), além da NBR 10.151, que estabelece níveis de emissão de ruídos a todos que estão expostos, ou seja, pessoas trabalhadoras e quem reside no entorno desses locais. Vale lembrar que não há um horário específico, mas limites de volume para os ambientes.</p>



<p>Ao&nbsp;<a href="https://www.jornalcruzeiro.com.br/sorocaba/noticias/2026/05/760972-obras-de-predios-devem-respeitar-limite-de-barulho.html">Jornal Cruzeiro do Sul</a>, o advogado especialista em direito civil e imobiliário, Jhemison Alves Martins, explica que, de acordo com essa NBR, em áreas residenciais, o som não deve ultrapassar 55 dB durante o dia, das 7h às 20h ou das 8h às 19h, e dependendo da localidade, e 50 dB durante a noite.</p>



<p>Uma das recentes polêmicas sobre o tema foi na cidade de São Paulo, em que o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) julgou inconstitucional o&nbsp;<a href="https://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/decreto-60581-de-27-de-setembro-de-2021">decreto 60.581/2021</a>, que tornou mais brandos os limites de ruído para obras de construção civil. Segundo matéria do&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/06/15/justica-derruba-decreto-de-nunes-que-permitiu-obras-mais-barulhentas-em-sp.ghtml">g1</a>, o decreto questionado permitiu a emissão de ruídos de até 85 dB durante o dia e de 59 dB à noite pela construção civil, diferentemente os exigidos na NBR 10.151.</p>



<p>A capital paulista registrou recorde nas reclamações de barulho em 2025, com 50 mil registros no canal 156, canal de comunicação da prefeitura. Em nota ao g1, o Executivo Municipal aguardava notificação para analisar o caso.</p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Fonte: <a href="https://revistacipaeincendio.com.br/fique-atento-fornecimento-de-epi-nao-exime-adicional-de-insalubridade-por-ruido/">https://revistacipaeincendio.com.br/fique-atento-fornecimento-de-epi-nao-exime-adicional-de-insalubridade-por-ruido/</a></em></strong></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Foto:</em></strong><em> Alexei por Pixabay</em></p>
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		<title>CTPP discute normas regulamentadoras sobre inflamáveis e condições sanitárias</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 21:17:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[CTPP]]></category>
		<category><![CDATA[Fundacentro]]></category>
		<category><![CDATA[NR20 Produtos perigosos]]></category>
		<category><![CDATA[NR24]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Ocupacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Em 29ª reunião, realizada neste mês, NR-20 e NR-24 estiveram em pauta A Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) se reuniu nos dias 23 e 24 de junho em Brasília/DF. As normas regulamentadoras 20 (Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis) e 24 (Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho) estiveram em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 29ª reunião, realizada neste mês, NR-20 e NR-24 estiveram em pauta</p>



<p>A Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) se reuniu nos dias 23 e 24 de junho em Brasília/DF. As normas regulamentadoras 20 (Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis) e 24 (Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho) estiveram em pauta.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>As pautas relativas à NR-24 foram&nbsp;a&nbsp;proposta de texto do Capítulo 24.2 &#8211; Instalações Sanitárias, com consenso para aprovação de 95%, e&nbsp;o&nbsp;cronograma de implementação do Anexo IV &#8211; Contêineres. &#8220;A nova NR-24 traz regras mais rígidas para&nbsp;utilização de banheiro móvel. A norma não tinha regras para&nbsp;isso&#8221;, aponta Todeschini.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Para o diretor, &#8220;a principal inovação é que as empresas podem utilizar banheiros químicos ou biodigestores&#8221;, desde que exista &#8220;viabilidade técnica&#8221;. Ele explica que o banheiro móvel não pode ser colocado em qualquer local ou&nbsp;ser&nbsp;usado em qualquer situação. Por exemplo, em uma rodovia, deve-se escolher um local que tenha proteção térmica ou esse equipamento deverá ter esse tipo de proteção.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>&#8220;Outro ponto importante é que está sendo estabelecido que a empresa precisa cuidar das retiradas dos dejetos para manter a higiene do banheiro. Se o banheiro for com biodigestor, terá também que seguir as regras da Vigilância Sanitária&#8221;, completa Remígio, destacando a importância do cuidado com o escoamento dos dejetos.&nbsp;</p>



<p>Após a publicação da norma, haverá diferentes prazos para implementação, variando entre dois meses para itens de higiene, por exemplo, 12 meses e até 36 meses para casos de novas construções. A proposta de banheiros mais confortáveis às mulheres com duchas e fornecimento de absorventes, da Bancada dos Trabalhadores, não foi aceita pela representação dos Empregadores.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Também será definido novo prazo para adaptações de contêineres na indústria da construção, visando aspectos de segurança e saúde no trabalho.&nbsp; Atualmente isso é regulamentado pela&nbsp;<a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-mte-n-1.420-de-27-de-agosto-de-2024-580835219">Portaria nº 1.420, de 27 de agosto de 2024</a>, que será revogada quando o texto do Anexo IV da NR-24 estiver vigente, considerando o item 18.5 da NR-18.</p>



<p>Em relação à NR-20, uma das pautas previstas era a Análise de Impacto Regulatório (AIR) sobre a atividade de carregamento e descarregamento de caminhões de combustíveis, que foi adiada para dezembro. O objetivo é aumentar a segurança e saúde de motoristas quando ocorrem essas atividades nas distribuidoras.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Outro tema da reunião foi o&nbsp;cabinamento&nbsp;de máquinas autopropelidas, que será discutido em GET (Grupo de Estudos Tripartite), com participação da Indústria de Máquinas, após solicitação apresentada pela Bancada dos Empregadores à CTPP. &#8220;São máquinas que deverão ter proteção reforçada e proteção contra o calor,&nbsp;principalmente em obras na construção civil&#8221;, explica o diretor de Conhecimento e Tecnologia da Fundacentro, Remígio Todeschini.&nbsp;</p>



<p>Na&nbsp;reunião da CTPP, houve ainda questionamentos em relação à suspensão de cobrança de multas relacionadas a riscos psicossociais no estado de São Paulo. Representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) informaram a contestação na Justiça da ação da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que permitiu essa suspensão. O objetivo é restabelecer o capítulo 1.5 da NR-1 (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais), em relação ao item de fatores de risco psicossociais, na integralidade.&nbsp;</p>



<p class="has-small-font-size"><strong><a href="Fonte: https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2026/junho/ctpp-discute-normas-regulamentadoras-sobre-inflamaveis-e-condicoes-sanitarias"><em>Fonte:</em></a></strong><em><a href="Fonte: https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2026/junho/ctpp-discute-normas-regulamentadoras-sobre-inflamaveis-e-condicoes-sanitarias"> https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2026/junho/ctpp-discute-normas-regulamentadoras-sobre-inflamaveis-e-condicoes-sanitarias</a></em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Texto:&nbsp;</em></strong><em>Cristiane Oliveira Reimberg&nbsp;</em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Imagem:</em></strong><em> Inteligência Artificial &#8211; IA</em></p>
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		<title>Bombeiros ultrapassam fronteiras e se unem no combate e prevenção a incêndios florestais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 23:51:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<category><![CDATA[Brigadista]]></category>
		<category><![CDATA[Corpo de Bombeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Incêndio]]></category>
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		<category><![CDATA[Segurança do Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[Inspeções operacionais e parcerias binacionais com o uso de tecnologia de ponta unem forças para proteger o Pantanal e biomas vizinhos. O trabalho dos&#160;bombeiros&#160;também ultrapassa fronteiras, seja entre países, seja dentro do próprio território brasileiro, o que engloba, principalmente, o combate a incêndios florestais e medidas preventivas para evitá-los. Em Mato Grosso do Sul, o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Inspeções operacionais e parcerias binacionais com o uso de tecnologia de ponta unem forças para proteger o Pantanal e biomas vizinhos.</p>



<p>O trabalho dos&nbsp;<a href="https://revistacipaeincendio.com.br/integracao-militar-e-inovacao-em-eventos-globais-impulsionam-o-setor-de-resgate/">bombeiros</a>&nbsp;também ultrapassa fronteiras, seja entre países, seja dentro do próprio território brasileiro, o que engloba, principalmente, o combate a incêndios florestais e medidas preventivas para evitá-los.</p>



<p>Em Mato Grosso do Sul, o Corpo de Bombeiros do Estado (CBMMS) conta com o Comando de Bombeiros de Fronteiras (CBFron), que realiza a chamada&nbsp;<a href="https://www.bombeiros.ms.gov.br/122321-2/">Rota de Inspeção</a>&nbsp;na região Sul Fronteira do Estado, que neste ano contemplou os quartéis de Ponta Porã e Amambai.</p>



<p>O foco na atividade é a escuta das principais demandas operacionais da região, bem como os projetos e objetivos voltados ao aprimoramento das instalações e melhoria contínua dos serviços prestados à população.</p>



<p>O comando-geral do CBMMS também se reuniu com o efetivo de Grupamento e Subgrupamento, além do contato com os Aspirantes-a-Oficiais, que acompanharam as ações desenvolvidas durante a inspeção, contribuindo para o aprimoramento profissional e a integração junto às unidades operacionais da região de fronteira.</p>



<p>De acordo com informações do&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/cbmms.cbfron/p/DY2Hvk0DvM7/?img_index=1">CBFron</a>, os aspirantes tiveram a oportunidade de conhecer principais serviços desempenhados pela unidade operacional do CBMMS em Amambai, como o atendimento às comunidades indígenas, as operações de busca e salvamento em áreas alagadas, o combate a queimadas e o atendimento a emergências clínicas.</p>



<p class="has-medium-font-size">&nbsp;<strong>Estados do Nordeste</strong></p>



<p>&nbsp;Já os nove estados que compõem a região Nordeste do país também se uniram a favor da troca de experiências, durante a segunda edição do Simulado Operacional dos Corpos de Bombeiros do Nordeste (II SIOP-NE), na Bahia (a primeira edição foi em 2024, saiba mais em&nbsp;<a href="https://revistacipaeincendio.com.br/bombeiros-do-nordeste-se-reunem-para-falar-de-gestao-de-emergencias/">CIPA &amp; Incêndio</a>).</p>



<p>Na ocasião, os Corpos de Bombeiros Militares participaram de uma grande operação integrada voltada ao aprimoramento da resposta a desastres e emergências de grande complexidade, o que incluiu simulações de atendimento a inundações e enchentes&nbsp;e&nbsp;busca e resgate em áreas remotas.</p>



<p>Destaque para o&nbsp;<a href="https://www.bombeiros.ce.gov.br/2026/06/01/cbmce-fortalece-integracao-regional-durante-o-ii-simulado-operacional-dos-corpos-de-bombeiros-do-nordeste/">simulado operacional</a>, em que durante 24 horas ininterruptas os militares atuaram em diferentes cenários, aplicando protocolos de resposta, comunicação, coordenação interinstitucional e emprego de recursos especializados.</p>



<p class="has-medium-font-size">&nbsp;<strong>Ação binacional em prol das fronteiras</strong></p>



<p>&nbsp;Outra ação envolveu Brasil e Bolívia para a proteção do Pantanal e do Chaco, por meio de uma cooperação técnica promovida entre o Instituto Homem Pantaneiro (<a href="https://institutohomempantaneiro.org.br/ihp-e-armada-boliviana-unem-forcas-para-formacao-transfronteirica-e-combate-a-incendios-no-pantanal/">IHP</a>) e a Armada Boliviana, com uso de tecnologias de ponta na região de fronteira entre países para a prevenção de incêndios florestais.</p>



<p>Uma dessas aplicações envolve a Rede de Proteção e Conservação da Serra do Amolar (Rede Amolar), em Corumbá (MS) e as Áreas Naturais de Manejo Integrado San Matías, entre os municípios bolivianos de Puerto Quijarro, San Matías e San Ignácio de Velasco, e Otuques, em Puerto Suárez, Puerto Quijarro.</p>



<p>Durante essas vivências, o IHP apresentou aos oficiais bolivianos o uso de Inteligência Artificial (IA) e sistemas de detecção que permitem identificar focos de calor antes que se tornem chamas incontroláveis. “A conservação do Pantanal não reconhece fronteiras políticas e temos áreas fundamentais a serem protegidas. O trabalho conjunto é fundamental para garantir que os esforços de proteção sejam coordenados e eficazes em ambos os lados”, conta Angelo Rabelo, diretor-presidente do IHP.</p>



<p>Para o Capitão de Fragata José Martín Torrico Bravo, do 5º Distrito Naval Santa Cruz da Armada Boliviana, essa troca fortalece a prontidão das tropas na região transfronteiriça. “A participação é importante porque amplia o conhecimento dos bombeiros florestais em torno do uso de tecnologias, técnicas para resgate de animais selvagens, permitindo que possam atuar de forma mais adequada durante ações de campo”, conclui.</p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Fonte:</em></strong><em> <a href="https://revistacipaeincendio.com.br/bombeiros-ultrapassam-fronteiras-e-se-unem-no-combate-e-prevencao-a-incendios-florestais/">https://revistacipaeincendio.com.br/bombeiros-ultrapassam-fronteiras-e-se-unem-no-combate-e-prevencao-a-incendios-florestais/</a></em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Imagem:</em></strong><em> Inteligência Artificial &#8211; IA</em></p>
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		<title>Uso dos sistemas de ancoragem exige abordagem integrada para Trabalhos em Altura</title>
		<link>https://bauseg.com.br/blog/uso-dos-sistemas-de-ancoragem-exige-abordagem-integrada-para-trabalhos-em-altura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 15:29:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Acidente do trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[EPI]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça do trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[NR35]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas de Ancoragem]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho em altura]]></category>
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					<description><![CDATA[Objetivo Os trabalhos em altura estão entre as atividades de maior risco presentes nos ambientes industriais, comerciais, de infraestrutura e construção civil. A utilização correta dos sistemas de ancoragem é um dos pilares fundamentais para prevenir quedas e preservar vidas. Entretanto, a simples instalação de um ponto de ancoragem não garante a segurança dos trabalhadores. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size"><strong>Objetivo</strong></p>



<p>Os trabalhos em altura estão entre as atividades de maior risco presentes nos ambientes industriais, comerciais, de infraestrutura e construção civil. A utilização correta dos sistemas de ancoragem é um dos pilares fundamentais para prevenir quedas e preservar vidas. Entretanto, a simples instalação de um ponto de ancoragem não garante a segurança dos trabalhadores.</p>



<p>A proteção efetiva exige uma abordagem integrada que envolva projeto, engenharia, equipamentos certificados, capacitação, inspeções periódicas e gestão contínua dos riscos.</p>



<p>Este artigo apresenta a importância dos sistemas de ancoragem, os requisitos legais aplicáveis, os principais erros encontrados nas empresas, as tecnologias mais recentes e as melhores práticas para adequação às exigências de segurança.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>O Que São Sistemas de Ancoragem?</strong></p>



<p>Os sistemas de ancoragem são estruturas, dispositivos ou pontos projetados para suportar as cargas geradas durante atividades em altura e, principalmente, durante uma eventual queda.</p>



<p>Eles são utilizados em conjunto com:</p>



<ul><li>Cintos de segurança tipo paraquedista;</li><li>Talabartes;</li><li>Travas-quedas;</li><li>Linhas de vida horizontais e verticais;</li><li>Sistemas de acesso por cordas;</li><li>Equipamentos de resgate.</li></ul>



<p>Sua função principal é impedir ou limitar os efeitos de uma queda, reduzindo significativamente o risco de lesões graves ou fatais.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>A Importância dos Sistemas de Ancoragem</strong></p>



<p>A queda de altura continua sendo uma das principais causas de acidentes fatais no trabalho em todo o mundo.</p>



<p>Um sistema de ancoragem corretamente projetado permite:</p>



<ul><li>Proteger a vida do trabalhador;</li><li>Reduzir acidentes graves e fatais;</li><li>Atender às exigências legais;</li><li>Minimizar paralisações operacionais;</li><li>Evitar multas e passivos trabalhistas;</li><li>Garantir maior produtividade nas atividades.</li></ul>



<p>Mais do que um requisito legal, trata-se de um investimento em proteção humana e sustentabilidade do negócio.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Campo Regulatório Nacional</strong></p>



<p>No Brasil, os sistemas de ancoragem são regulamentados principalmente por:</p>



<p><strong>NR-35 – Trabalho em Altura</strong></p>



<p>Estabelece requisitos mínimos para:</p>



<ul><li>Planejamento;</li><li>Organização;</li><li>Execução dos trabalhos em altura;</li><li>Análise de risco;</li><li>Permissão de trabalho;</li><li>Capacitação dos trabalhadores;</li><li>Sistemas de proteção contra quedas.</li></ul>



<p><strong>NR-18 – Construção Civil</strong></p>



<p>Define requisitos específicos para atividades realizadas em canteiros de obras.</p>



<p><strong>ABNT NBR 16325</strong></p>



<p>Norma técnica que estabelece critérios para:</p>



<ul><li>Projeto;</li><li>Fabricação;</li><li>Instalação;</li><li>Inspeção;</li><li>Certificação de dispositivos de ancoragem.</li></ul>



<p><strong>ABNT NBR 16489</strong></p>



<p>Aplicável aos sistemas de proteção individual contra quedas.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Referências Internacionais</strong></p>



<p>Diversos países possuem requisitos rigorosos para sistemas de ancoragem.</p>



<p>Entre os principais referenciais internacionais destacam-se:</p>



<p><strong>OSHA (Estados Unidos)</strong></p>



<p>A Occupational Safety and Health Administration estabelece critérios rigorosos para proteção contra quedas em ambientes industriais e construção civil.</p>



<p><strong>ANSI</strong></p>



<p>Normas amplamente utilizadas para:</p>



<ul><li>Projeto de ancoragens;</li><li>Linhas de vida;</li><li>Equipamentos de proteção contra quedas.</li></ul>



<p><strong>EN 795 (Europa)</strong></p>



<p>Uma das referências mais utilizadas mundialmente para dispositivos de ancoragem.</p>



<p><strong>ISO 45001</strong></p>



<p>Norma internacional para sistemas de gestão de saúde e segurança ocupacional.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Estatísticas Demonstram que Grande Parte dos Acidentes Poderia Ser Evitada</strong></p>



<p>Segundo dados divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), milhões de acidentes ocupacionais ocorrem anualmente em todo o mundo, sendo as quedas de altura uma das principais causas de mortes relacionadas ao trabalho.</p>



<p>No Brasil, dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho indicam que as quedas estão entre os acidentes graves mais frequentes registrados no país.</p>



<p>Estudos internacionais apontam que mais de 80% dos acidentes em altura estão associados a falhas de planejamento, ausência de proteção coletiva, sistemas inadequados de ancoragem ou uso incorreto dos equipamentos.</p>



<p>Em outras palavras, a maioria dos acidentes poderia ser evitada por meio de:</p>



<ul><li>Planejamento adequado;</li><li>Engenharia de segurança;</li><li>Capacitação;</li><li>Supervisão efetiva;</li><li>Sistemas de ancoragem projetados corretamente.</li></ul>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Principais Erros Encontrados nas Empresas</strong></p>



<p>Mesmo com legislação específica, ainda são observadas falhas recorrentes.</p>



<p><strong>Utilização de Estruturas Improvisadas</strong></p>



<p>Tubulações, corrimãos e estruturas sem dimensionamento são frequentemente utilizados como pontos de ancoragem.</p>



<p><strong>Consequência</strong></p>



<p>Rompimento estrutural e queda fatal.</p>



<p><strong>Ausência de Projeto</strong></p>



<p>Muitas empresas instalam linhas de vida sem cálculo estrutural.</p>



<p><strong>Consequência</strong></p>



<p>Falha do sistema durante uma queda.</p>



<p><strong>Falta de Inspeções</strong></p>



<p>Ancoragens corroídas ou danificadas permanecem em uso.</p>



<p><strong>Consequência</strong></p>



<p>Redução da resistência mecânica.</p>



<p><strong>Treinamento Insuficiente</strong></p>



<p>Trabalhadores desconhecem limitações e formas corretas de utilização.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Consequência</strong></p>



<p>Uso inadequado dos equipamentos.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Ausência de Plano de Resgate</strong></p>



<p>Após uma queda, o trabalhador pode permanecer suspenso por longos períodos.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Consequência</strong></p>



<p>Trauma da suspensão e agravamento das lesões.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Avanços e Tecnologias em Sistemas de Ancoragem</strong></p>



<p>A evolução tecnológica tem tornado os sistemas cada vez mais seguros.</p>



<p>Entre as principais inovações destacam-se:</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Linhas de Vida Inteligentes</strong></p>



<p>Equipadas com sensores para monitoramento contínuo.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Dispositivos de Absorção de Energia</strong></p>



<p>Reduzem significativamente o impacto transmitido ao trabalhador.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Monitoramento Digital</strong></p>



<p>Permite rastreamento de inspeções e manutenção preventiva.</p>



<p><strong>Modelagem BIM</strong></p>



<p>Utilizada para projetar sistemas de proteção contra quedas ainda na fase de concepção das obras.</p>



<p><strong>Sistemas Modulares</strong></p>



<p>Facilitam instalação, expansão e manutenção.</p>



<p><strong>Inspeções com Drones</strong></p>



<p>Reduzem exposição ao risco durante verificações estruturais.</p>



<p><strong>Como as Empresas Podem se Adequar</strong></p>



<p>Uma gestão eficiente deve seguir algumas etapas fundamentais.</p>



<p><strong>1. Inventário dos Trabalhos em Altura</strong></p>



<p>Mapear todas as atividades executadas acima de dois metros.</p>



<p><strong>2. Análise de Riscos</strong></p>



<p>Identificar perigos e definir controles.</p>



<p><strong>3. Projeto de Engenharia</strong></p>



<p>Dimensionar adequadamente os sistemas de ancoragem.</p>



<p><strong>4. Certificação dos Equipamentos</strong></p>



<p>Utilizar apenas produtos certificados.</p>



<p><strong>5. Capacitação</strong></p>



<p>Treinar trabalhadores, supervisores e equipes de resgate.</p>



<p><strong>6. Inspeções Periódicas</strong></p>



<p>Estabelecer cronograma formal de inspeção e manutenção.</p>



<p><strong>7. Plano de Emergência</strong></p>



<p>Preparar equipes para resposta rápida em caso de acidente.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Benefícios para as Empresas</strong></p>



<p>Empresas que investem em sistemas adequados obtêm vantagens importantes:</p>



<ul><li>Redução de acidentes;</li><li>Menor passivo trabalhista;</li><li>Menor custo com afastamentos;</li><li>Maior produtividade;</li><li>Conformidade legal;</li><li>Fortalecimento da cultura de segurança;</li><li>Melhor imagem institucional;</li><li>Redução de custos com seguros.</li></ul>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Benefícios para os Trabalhadores</strong></p>



<p>Os trabalhadores também são diretamente beneficiados.</p>



<ul><li>Maior proteção contra quedas;</li><li>Redução do risco de lesões graves;</li><li>Maior confiança na execução das atividades;</li><li>Melhoria das condições de trabalho;</li><li>Preservação da saúde e da vida;</li><li>Maior engajamento com a segurança.</li></ul>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Referências Técnicas no Brasil</strong></p>



<p>Profissionais e empresas que desejam aprofundar conhecimentos podem buscar apoio em instituições reconhecidas.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Fundacentro</strong></p>



<p>Referência nacional em pesquisas sobre segurança e saúde no trabalho.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>ABNT</strong></p>



<p>Responsável pela normalização técnica brasileira.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>CREA e CONFEA</strong></p>



<p>Atuam na regulamentação e fiscalização de atividades de engenharia.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Associações e Institutos de Acesso por Cordas</strong></p>



<p>Promovem capacitação técnica e disseminação de boas práticas.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Referências Internacionais</strong></p>



<p>Entre as principais organizações mundiais destacam-se:</p>



<ul><li>OSHA (Estados Unidos);</li><li>NIOSH;</li><li>ANSI;</li><li>IRATA International;</li><li>SPRAT;</li><li>IOSH;</li><li>International Labour Organization (OIT).</li></ul>



<p>Essas instituições desenvolvem pesquisas, normas e diretrizes amplamente utilizadas por especialistas em proteção contra quedas.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Destaques do Mercado de Sistemas de Ancoragem</strong></p>



<p>Diversos fabricantes possuem reconhecimento internacional pela qualidade e inovação de seus produtos.</p>



<p><strong>Fabricantes Internacionais</strong></p>



<ul><li>Petzl;</li><li>3M DBI-SALA;</li><li>Honeywell Miller;</li><li>MSA Safety;</li><li>Tractel;</li><li>Skylotec;</li><li>Capital Safety;</li><li>FallTech;</li><li>Guardian Fall Protection;</li><li>Sala.</li></ul>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Empresas com Forte Atuação no Brasil</strong></p>



<ul><li>Petzl Brasil;</li><li>3M do Brasil;</li><li>MSA Brasil;</li><li>Honeywell;</li><li>Ultra Safe;</li><li>MG Cintos;</li><li>Delta Plus;</li><li>Carbografite;</li><li>Steelflex;</li><li>Task Equipamentos.</li></ul>



<p>A escolha do fornecedor deve considerar não apenas o produto, mas também suporte técnico, projeto, instalação, treinamento e assistência pós-venda.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Conclusão</strong></p>



<p>Os sistemas de ancoragem representam um dos elementos mais importantes para a proteção dos trabalhadores que realizam atividades em altura. No entanto, sua eficácia depende de uma abordagem integrada que envolva engenharia, conformidade legal, treinamento, inspeção e gestão permanente dos riscos.</p>



<p>As estatísticas demonstram que a maioria dos acidentes relacionados a quedas poderia ser evitada mediante planejamento adequado e adoção de sistemas de proteção dimensionados corretamente. Nesse contexto, investir em ancoragens certificadas, profissionais qualificados e tecnologias modernas não deve ser visto como custo, mas como uma estratégia de preservação da vida, redução de passivos e fortalecimento da cultura de segurança.</p>



<p>Empresas que adotam essa visão alcançam melhores resultados operacionais, aumentam a confiabilidade de seus processos e demonstram compromisso genuíno com aquilo que possui maior valor dentro de qualquer organização: as pessoas.</p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Fonte:</em></strong><em> Bauseg | Gestão em Segurança do Trabalho</em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Imagem:</em></strong><em> Inteligência Artificial &#8211; IA</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>AVCB e CLCB: regras mudam entre os estados e exigem atenção das empresas</title>
		<link>https://bauseg.com.br/blog/avcb-e-clcb-regras-mudam-entre-os-estados-e-exigem-atencao-das-empresas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 14:18:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Acidente do trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[AVCB]]></category>
		<category><![CDATA[bombeiros de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Brigada de Incêndio]]></category>
		<category><![CDATA[CLCB]]></category>
		<category><![CDATA[Legislação]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Kiss]]></category>
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					<description><![CDATA[Entenda como a regularização contra incêndio protege o patrimônio da sua empresa, evita multas pesadas e garante a segurança dos clientes Você planejou cada detalhe. Escolheu o ponto comercial ideal, assinou o contrato de locação, contratou a equipe, investiu pesado na identidade visual e anunciou a data de inauguração nas redes sociais. Mas, na semana [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Entenda como a regularização contra incêndio protege o patrimônio da sua empresa, evita multas pesadas e garante a segurança dos clientes</p>



<p>Você planejou cada detalhe. Escolheu o ponto comercial ideal, assinou o contrato de locação, contratou a equipe, investiu pesado na identidade visual e anunciou a data de inauguração nas redes sociais. Mas, na semana anterior à abertura, uma visita de fiscalização paralisa tudo. A conclusão é simples e devastadora: o imóvel não possui o certificado de segurança contra incêndio em dia, ou seja, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros <strong>(AVCB)</strong> ou o Certificado de&nbsp;<a href="https://www.bombeiros.pr.gov.br/PrevFogo/Pagina/Licenciamento-do-Corpo-de-Bombeiros"><strong>Licenciamento do Corpo de Bombeiros</strong></a>&nbsp;<strong>(CLCB).</strong></p>



<p>Essa cena não é hipotética. Ela se repete anualmente com milhares de empreendedores que descobrem, tarde demais, que o AVCB e o CLCB não são burocracias opcionais, mas sim pré-requisitos legais indispensáveis para o funcionamento de qualquer atividade econômica. Entender o que são esses&nbsp;<a href="https://revistacipaeincendio.com.br/emissao-de-avcb-e-tema-de-palestra-em-minas-gerais/">documentos</a>, a quem se aplicam e como obtê-los é o divisor de águas entre uma inauguração de sucesso e um prejuízo financeiro que pode se arrastar por meses.</p>



<p class="has-medium-font-size">&nbsp;<strong>O panorama da segurança contra incêndio no Brasil</strong></p>



<p>A preocupação com a segurança contra incêndio no Brasil mudou drasticamente de patamar após tragédias históricas, como o incêndio da Boate Kiss (RS) em 2013. O evento forçou uma reformulação profunda na postura de fiscalização do poder público e na própria legislação nacional.</p>



<p>Hoje, o país adota uma postura de tolerância zero com estabelecimentos comerciais, industriais e de prestação de serviços que operam na ilegalidade. A fiscalização está cada vez mais integrada e digitalizada, cruzando dados de prefeituras, secretarias de fazenda e Corpos de Bombeiros para coibir a abertura de empresas irregulares.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>A legislação é igual para todos os estados?</strong></p>



<p>Não. No Brasil, não existe um “Corpo de Bombeiros Nacional”. Cada estado da federação possui autonomia legislativa sobre a segurança contra incêndio e pânico, o que significa que as regras mudam de um estado para o outro.</p>



<p>Embora exista uma diretriz federal norteadora, a&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2025/03/27/aprovado-projeto-que-limita-prorrogacao-de-prazos-para-cumprimento-da-lei-kiss.ghtml">Lei Kiss</a>&nbsp;(Lei Federal nº 13.425/2017, cada estado possui o seu próprio Regulamento de Segurança contra Incêndio (instituído por Decretos Estaduais) e suas respectivas Instruções Técnicas (ITs) ou Notas Técnicas. Por exemplo:</p>



<p>As regras de metragem, carga de incêndio e critérios de isenção válidas em São Paulo (Decreto nº 63.911/2018) não são exatamente as mesmas do Paraná ou de Minas Gerais.</p>



<p>Elementos como os limites de área útil para a dispensa de vistoria presencial variam substancialmente conforme a unidade federativa.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>O que é o AVCB e quem deve tê-lo?</strong></p>



<p>O Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) é o documento oficial emitido pelo Corpo de Bombeiros Militar do estado após a constatação de que uma edificação atende a todas as exigências técnicas e estruturais de segurança previstas em lei.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Quem precisa do AVCB?</strong></p>



<p>De forma geral, o AVCB é obrigatório para a grande maioria das edificações comerciais, industriais e de prestação de serviços. Estão sujeitos a ele:</p>



<ul><li>Edificações com maior área construída (geralmente acima de 750 m² ou 1.500 m², dependendo do estado);</li><li>Locais com alta concentração e circulação de público (indústrias, hospitais, hotéis, escolas, shoppings, casas de shows);</li><li>Condomínios residenciais verticais (médio e grande porte);</li><li>Imóveis que apresentem alto risco de incêndio devido ao armazenamento ou manipulação de combustíveis, GLP, produtos químicos ou inflamáveis.</li></ul>



<p>Para obter o AVCB, é obrigatório contratar um engenheiro ou profissional habilitado para desenvolver um Projeto Técnico (PT) completo. Esse projeto detalha a instalação de extintores, hidrantes, sinalização de rotas de fuga, iluminação de emergência, portas corta-fogo, chuveiros automáticos (<a href="https://revistacipaeincendio.com.br/sprinklers-oferecem-seguranca-contra-incendios-com-impactos-mais-sustentaveis/">sprinklers</a>), sistemas de detecção e alarme. Após a aprovação do projeto, a execução das obras e uma vistoria presencial rigorosa dos bombeiros, o documento é emitido com prazo de validade determinado (normalmente de 1 a 5 anos), necessitando de renovação periódica.</p>



<p class="has-medium-font-size">&nbsp;<strong>O que é o CLCB?</strong></p>



<p>O Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros (CLCB) é o equivalente ao AVCB, porém voltado a edificações de menor porte, baixo potencial de risco e baixa circulação de pessoas.</p>



<p>Geralmente, ele se aplica a imóveis comerciais pequenos — como escritórios, consultórios e comércios varejistas de bairro — com áreas que costumam variar entre 200 m² e 750 m² (a depender da legislação estadual vigente).</p>



<p>O processo do CLCB destaca-se pela agilidade e menor custo. Por se tratar de baixo risco, a emissão costuma ser simplificada e, em grande parte dos estados, não exige a vistoria presencial prévia dos bombeiros. O proprietário ou responsável técnico declara eletronicamente o cumprimento das normas, anexa a documentação exigida e o certificado é emitido.</p>



<p>Atenção: Simplificado não significa opcional. Operar sem o CLCB gera o mesmo nível de ilegalidade e penalização que operar sem o AVCB.</p>



<p class="has-medium-font-size">&nbsp;<strong>Diferença prática: AVCB vs. CLCB</strong></p>



<p>A tabela abaixo resume os critérios gerais que balizam a diferenciação (lembrando que os limites exatos dependem do Decreto Estadual de cada região):</p>



<figure class="wp-block-table"><table><thead><tr><td>Critério</td><td>AVCB</td><td>CLCB</td></tr></thead><tbody><tr><td>Porte da Edificação</td><td>Maior (médio a grande porte)</td><td>Menor (pequeno porte)</td></tr><tr><td>Nível de Risco</td><td>Moderado a Alto</td><td>Baixo</td></tr><tr><td>Vistoria Presencial</td><td>Obrigatória antes da emissão</td><td>Dispensada (feita por amostragem posterior)</td></tr><tr><td>Complexidade Técnica</td><td>Alta (exige sistemas hidráulicos, alarmes, etc.)</td><td>Baixa a Média (foco em extintores e sinalização)</td></tr><tr><td>Exemplos Comuns</td><td>Indústrias, shoppings, hospitais, hotéis, prédios comerciais</td><td>Pequenos escritórios, salões de beleza, lojas de bairro</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Além do AVCB: outros documentos importantes no contexto</strong></p>



<p>A regularização de uma empresa perante a segurança do trabalho e do patrimônio envolve um ecossistema de certificações. O AVCB ou CLCB não andam sozinhos; eles dependem ou complementam os seguintes documentos:</p>



<ul><li>ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) ou RRT (Registro de Responsabilidade Técnica): emitidos por engenheiros ou arquitetos credenciados junto aos seus conselhos de classe (CREA/CAU), atestando que os projetos, instalações e manutenções dos equipamentos de segurança contra incêndio foram feitos por profissionais habilitados.</li><li>Alvará de Funcionamento e Localização: emitido pela Prefeitura Municipal. Na esmagadora maioria das cidades brasileiras, o alvará definitivo só é liberado mediante a apresentação do AVCB/CLCB válido.</li><li>Laudo de Abrangência de Grupo Gerador e Instalações Elétricas: atesta que a rede elétrica e os geradores de emergência cumprem as normas técnicas (como a NBR 5410), mitigando a principal causa de incêndios comerciais no Brasil: o curto-circuito.</li><li>Brigada de Incêndio (Certificado de Treinamento): documento que comprova que uma porcentagem dos funcionários da empresa passou por treinamento prático de evacuação, primeiros socorros e combate a princípios de incêndio.</li></ul>



<p class="has-medium-font-size"><strong>As graves consequências de operar na ilegalidade</strong></p>



<p>Funcionar com a documentação de segurança vencida ou inexistente expõe o empresário a riscos severos que vão muito além de uma simples advertência:</p>



<ul><li>Interdição Imediata e Lacre do Imóvel: o Corpo de Bombeiros, em cooperação com órgãos de fiscalização municipal, possui o poder de embargar a atividade. Portas fechadas significam faturamento zero e quebra do fluxo de caixa.</li><li>Multas Pesadas: as autuações administrativas possuem valores progressivos. Em casos de reincidência, as multas alcançam cifras capazes de inviabilizar pequenos e médios negócios.</li><li>Perda Total da Cobertura de Seguro: esta é uma das surpresas mais amargas para o empresário. Praticamente 100% das apólices de seguro patrimonial contam com cláusulas de exclusão se o imóvel estiver com o AVCB/CLCB irregular. Se houver um sinistro, a seguradora recusará o pagamento da indenização.</li><li>Responsabilidade Civil e Criminal: em caso de incêndios que resultem em danos a terceiros ou vítimas fatais, a ausência da certificação configura imperícia e negligência grave. O empresário e o proprietário do imóvel respondem judicialmente, podendo enfrentar penas de reclusão.</li></ul>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Como obter a regularização sem sobressaltos</strong></p>



<p>Como demonstrado em publicação no jornal<a href="https://www.lavras24horas.com.br/portal/avcb-e-clcb-o-que-todo-empresario-precisa-saber-antes-de-abrir-as-portas-do-negocio/">&nbsp;Lavras24h</a>, o caminho seguro para a conformidade legal exige um planejamento estratégico dividido em cinco etapas fundamentais: Diagnóstico Técnico, Elaboração do Projeto, Aprovação nos Bombeiros, Execução e Instalação e Vistoria e Emissão</p>



<p>Contar com o apoio de consultorias técnicas especializadas em engenharia de segurança contra incêndio é o investimento mais inteligente para evitar gargalos. Empresas qualificadas — que gerenciam desde a concepção do projeto de incêndio até o protocolo final junto às corporações militares locais — garantem que o empreendedor não perca tempo com retrabalhos estruturais, exigências não cumpridas e análises reprovadas.</p>



<p>O AVCB e o CLCB não devem ser encarados como meros pedágios burocráticos ou custos adicionais, mas sim como mecanismos cruciais de blindagem jurídica e proteção à vida e ao patrimônio.</p>



<p>Se você está na fase de estruturação de um negócio ou já opera em um ponto comercial, não espere a fiscalização bater à sua porta para correr contra o tempo. Insira a regularização técnica de segurança contra incêndio no cronograma prioritário da sua empresa, com o mesmo rigor dedicado ao contrato de locação ou ao planejamento tributário. Afinal, a estabilidade e o futuro do seu patrimônio começam pela segurança contida no papel.</p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Texto: <a href="https://revistacipaeincendio.com.br/acvb-e-clcb-regras-mudam-entre-os-estados-e-exigem-atencao-das-empresas/">https://revistacipaeincendio.com.br/acvb-e-clcb-regras-mudam-entre-os-estados-e-exigem-atencao-das-empresas/</a></em></strong></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Imagem: </em></strong><em>Inteligência Artificial – IA</em></p>
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