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	<description>Gestão em Segurança no Trabalho</description>
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		<title>Maio amarelo e a segurança do trabalho: uma conexão vital para preservar vidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 15:26:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Acidente do trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[O trânsito e o trabalho estão muito mais conectados do que parece. Para milhares de profissionais — motoristas, técnicos, vendedores, operadores e gestores — o deslocamento faz parte da rotina laboral. Nesse contexto, o Maio Amarelo surge como uma campanha essencial para reforçar a cultura de prevenção, comportamento seguro e responsabilidade coletiva. O que é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O trânsito e o trabalho estão muito mais conectados do que parece. Para milhares de profissionais — motoristas, técnicos, vendedores, operadores e gestores — o deslocamento faz parte da rotina laboral. Nesse contexto, o <strong>Maio Amarelo</strong> surge como uma campanha essencial para reforçar a cultura de prevenção, comportamento seguro e responsabilidade coletiva.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>O que é o Maio Amarelo?</strong></p>



<p>O <strong>Maio Amarelo</strong> é um movimento internacional de conscientização para redução de acidentes de trânsito. Seu principal objetivo é <strong>mobilizar a sociedade para um trânsito mais seguro</strong>, incentivando mudanças de comportamento e promovendo ações educativas.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Quando começou?</strong></p>



<p>A campanha teve início em <strong>2014</strong>, no Brasil, inspirada por uma resolução da ONU.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Por que o mês de maio?</strong></p>



<p>O mês foi escolhido porque, em <strong>11 de maio de 2011</strong>, a ONU lançou a <strong>Década de Ação pela Segurança no Trânsito</strong>, um marco global para redução de acidentes.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Por que a cor amarela?</strong></p>



<p>O amarelo simboliza <strong>atenção e advertência no trânsito</strong>, como nas sinalizações viárias. É um alerta visual universal para o cuidado com a vida.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>É só no Brasil?</strong></p>



<p>Não. O movimento é <strong>global</strong>, com ações em diversos países, envolvendo governos, empresas e sociedade civil.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>A importância da campanha</strong></p>



<p>O Maio Amarelo vai além de campanhas visuais. Ele provoca reflexão sobre comportamentos de risco, estimula políticas públicas e incentiva empresas a adotarem práticas seguras.</p>



<p><strong>• Segurança do Trabalho:</strong><br>Refere-se à adoção de medidas preventivas, normas e procedimentos que visam proteger a integridade física e mental dos colaboradores, promovendo um ambiente laboral seguro e em conformidade com a legislação vigente.</p>



<p><strong>• Redução de acidentes:</strong><br>Está associada à implementação de práticas de prevenção, treinamentos e monitoramento contínuo dos riscos, com o objetivo de minimizar a ocorrência de incidentes e afastamentos, aumentando a produtividade e a confiabilidade operacional.</p>



<p><strong>• Saúde ocupacional:</strong><br>Abrange o cuidado sistemático com o bem-estar físico, mental e social dos trabalhadores, por meio de programas de acompanhamento médico, ergonomia e promoção da qualidade de vida no trabalho.</p>



<p><strong>• Custos operacionais:</strong><br>Relaciona-se à diminuição de despesas decorrentes de acidentes, afastamentos, indenizações e perda de produtividade, evidenciando que investimentos em prevenção e segurança resultam em maior eficiência econômica para a organização.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Comportamento Seguro e Cuidado Ativo</strong></p>



<p>A base da prevenção está no comportamento humano. O conceito de <strong>Cuidado Ativo</strong> envolve:</p>



<p><strong>• Atenção constante ao ambiente:</strong><br>Consiste na vigilância contínua das condições de trabalho, identificando mudanças, situações inseguras e potenciais desvios que possam comprometer a segurança.</p>



<p><strong>• Antecipação de riscos:</strong><br>Refere-se à capacidade de reconhecer previamente perigos e agir de forma preventiva, adotando medidas que evitem a ocorrência de incidentes antes que eles se concretizem.</p>



<p><strong>• Responsabilidade individual e coletiva:</strong><br>Implica no comprometimento de cada colaborador com a própria segurança e a dos demais, promovendo uma cultura organizacional baseada na cooperação, no cuidado mútuo e no cumprimento das normas estabelecidas.</p>



<p>Motoristas que praticam direção defensiva reduzem drasticamente a probabilidade de acidentes.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Gestão de Riscos e Manutenção de Frotas</strong></p>



<p>Empresas que utilizam veículos em suas operações devem adotar práticas estruturadas de gestão, visando segurança, conformidade legal e eficiência operacional:</p>



<p><strong>• Inspeções periódicas:</strong><br>Consistem na verificação regular das condições dos veículos, identificando desgastes, falhas ou irregularidades que possam comprometer a segurança e o desempenho.</p>



<p><strong>• Manutenção preventiva:</strong><br>Refere-se à realização programada de serviços mecânicos e técnicos, com o objetivo de evitar que falhas ocorram, prolongando a vida útil dos veículos e reduzindo paradas inesperadas.</p>



<p><strong>• Controle de documentação:</strong><br>Envolve a gestão e atualização de documentos obrigatórios, como licenciamento, seguros e habilitação dos condutores, garantindo conformidade com a legislação vigente.</p>



<p><strong>• Monitoramento de condução:</strong><br>Diz respeito ao acompanhamento do comportamento dos motoristas, por meio de indicadores como velocidade, frenagens e tempo de direção, permitindo a correção de práticas inadequadas e a promoção de uma condução mais segura e econômica.</p>



<p>Falhas mecânicas somadas ao erro humano potencializam acidentes graves.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Prevenção de Acidentes por Fadiga</strong></p>



<p>A fadiga é um fator crítico de risco no trânsito, frequentemente subestimado, mas com impacto direto na segurança viária. Seus principais efeitos incluem:</p>



<p><strong>• Redução do tempo de reação:</strong><br>A fadiga compromete a capacidade de resposta do condutor, tornando mais lento o processamento de estímulos e a tomada de decisões diante de situações inesperadas.</p>



<p><strong>• Falhas de atenção:</strong><br>O cansaço reduz o nível de concentração, aumentando a probabilidade de distrações, perda de foco na via e dificuldade em perceber sinais, obstáculos ou mudanças no ambiente.</p>



<p><strong>• Sonolência ao volante:</strong><br>Caracteriza-se pela dificuldade de manter-se acordado durante a condução, podendo levar a episódios de “microssono”, nos quais o motorista perde momentaneamente a consciência, elevando significativamente o risco de acidentes.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Medidas preventivas</strong></p>



<p>A adoção de medidas preventivas é essencial para mitigar os efeitos da fadiga e promover a segurança no ambiente corporativo, especialmente em atividades que envolvem condução de veículos:</p>



<p><strong>• Controle de jornada:</strong><br>Consiste na definição e no acompanhamento rigoroso das horas de trabalho, respeitando limites legais e fisiológicos, a fim de evitar sobrecarga e desgaste excessivo dos colaboradores.</p>



<p><strong>• Pausas programadas:</strong><br>Referem-se à inclusão de intervalos regulares durante a jornada, permitindo a recuperação física e mental, contribuindo para a manutenção da atenção e do desempenho seguro.</p>



<p><strong>• Gestão de horas extras:</strong><br>Envolve o controle criterioso da realização de horas adicionais, evitando excessos que possam comprometer a saúde do trabalhador, aumentar a fadiga e elevar o risco de incidentes e acidentes.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Uso de Equipamentos de Segurança</strong></p>



<p>O uso de equipamentos de segurança é fundamental para a preservação da vida e a redução da gravidade de lesões em caso de acidentes. Nesse contexto, destacam-se:</p>



<p><strong>• Cinto de segurança:</strong><br>Dispositivo essencial que mantém o ocupante fixo ao assento, reduzindo o risco de projeção em colisões e aumentando significativamente as chances de sobrevivência.</p>



<p><strong>• Capacete:</strong><br>Equipamento indispensável para condutores e passageiros de motocicletas ou em atividades de risco, protegendo a cabeça contra impactos e lesões graves.</p>



<p><strong>• Cadeirinha infantil:</strong><br>Sistema de retenção adequado à idade, peso e altura da criança, garantindo sua proteção e conformidade com as normas de segurança no transporte veicular.</p>



<p><strong>• EPIs em atividades específicas:</strong><br>Englobam os Equipamentos de Proteção Individual utilizados conforme o tipo de atividade (como luvas, óculos, protetores auriculares, entre outros), com a finalidade de minimizar a exposição a riscos ocupacionais.</p>



<p>Mesmo assim, muitos ainda negligenciam seu uso.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Respeito às Normas de Trânsito</strong></p>



<p>O respeito às normas de trânsito constitui um dever legal e moral, sendo essencial para a preservação da vida e a segurança coletiva. O descumprimento dessas regras está entre as principais causas de acidentes no Brasil, destacando-se:</p>



<p><strong>• Excesso de velocidade:</strong><br>Compromete o tempo de reação e amplia a gravidade dos impactos, reduzindo a capacidade de controle do veículo e aumentando significativamente o risco de acidentes fatais.</p>



<p><strong>• Uso de celular ao volante:</strong><br>Provoca distração cognitiva, visual e manual, desviando a atenção do condutor e elevando a probabilidade de colisões.</p>



<p><strong>• Dirigir sob efeito de álcool:</strong><br>Afeta diretamente os reflexos, a coordenação motora e o julgamento, sendo uma das condutas mais perigosas e severamente penalizadas pela legislação.</p>



<p><strong>• Avanço de sinal vermelho:</strong><br>Configura desrespeito à sinalização e expõe o condutor e terceiros a alto risco de colisões, especialmente em cruzamentos.</p>



<p><strong>• Não uso do cinto de segurança:</strong><br>Aumenta drasticamente a chance de lesões graves ou fatais, uma vez que o ocupante fica desprotegido em caso de impacto ou frenagem brusca.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Impactos no sistema de saúde</strong></p>



<p>Os acidentes de trânsito produzem impactos significativos sobre o sistema de saúde, especialmente no âmbito público, gerando consequências diretas como:</p>



<p><strong>• Sobrecarga do SUS:</strong><br>O aumento da demanda por atendimentos de urgência e emergência compromete a capacidade operacional do sistema, afetando a qualidade e o tempo de resposta aos pacientes.</p>



<p><strong>• Aumento de internações:</strong><br>Acidentes frequentemente resultam em lesões graves que exigem hospitalização prolongada, ocupando leitos e recursos que poderiam ser destinados a outras condições de saúde.</p>



<p><strong>• Custos elevados com cirurgias e reabilitação:</strong><br>O tratamento das vítimas envolve procedimentos complexos, uso intensivo de recursos hospitalares e longos períodos de reabilitação, elevando significativamente os gastos públicos com saúde.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Para empresas e planos de saúde:</strong></p>



<p>Os acidentes de trânsito também geram impactos relevantes para empresas e planos de saúde, refletindo-se diretamente na gestão de pessoas e nos custos assistenciais:</p>



<p><strong>• Afastamentos prolongados:</strong><br>Lesões decorrentes de acidentes podem exigir longos períodos de recuperação, afastando colaboradores de suas atividades e impactando a produtividade e a continuidade operacional.</p>



<p><strong>• Aumento de sinistralidade:</strong><br>A maior frequência de utilização dos serviços de saúde eleva os índices de sinistros, afetando o equilíbrio financeiro dos planos e podendo resultar em reajustes contratuais.</p>



<p><strong>• Elevação de custos com assistência médica:</strong><br>Os atendimentos de urgência, internações, cirurgias e reabilitações geram despesas significativas, aumentando os custos diretos para empresas e operadoras de saúde.</p>



<p><strong>Dados e impactos reais (estimativas recentes)</strong></p>



<p>Nos últimos anos, o cenário do trânsito no Brasil evidencia um grave problema de saúde pública e econômico, com impactos expressivos:</p>



<p><strong>• Mais de 30 mil mortes anuais no trânsito:</strong><br>Esse número elevado de óbitos demonstra a alta letalidade dos acidentes, refletindo falhas comportamentais, estruturais e de fiscalização.</p>



<p><strong>• Centenas de milhares de feridos:</strong><br>Além das fatalidades, há um grande contingente de vítimas com lesões de diferentes gravidades, muitas delas com sequelas permanentes que afetam a qualidade de vida e a capacidade laboral.</p>



<p><strong>• Custos superiores a R$ 50 bilhões por ano (impacto econômico total):</strong><br>Os acidentes geram despesas significativas para o país, incluindo gastos com saúde, previdência, seguros, perda de produtividade e danos materiais, impactando diretamente a economia nacional.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Perfil das vítimas:</strong></p>



<p>O perfil das vítimas de acidentes de trânsito no Brasil apresenta características bem definidas, permitindo direcionar ações preventivas mais eficazes:</p>



<p><strong>• Maioria homens:</strong><br>Os dados indicam predominância do sexo masculino entre as vítimas, frequentemente associada a maior exposição ao risco e comportamentos mais propensos à imprudência no trânsito.</p>



<p><strong>• Idade entre 18 e 39 anos:</strong><br>Trata-se de uma faixa etária economicamente ativa, o que amplia o impacto social e econômico dos acidentes, devido à perda de produtividade e aos afastamentos laborais.</p>



<p><strong>• Alta incidência com motociclistas:</strong><br>Motociclistas estão entre os grupos mais vulneráveis, em razão da menor proteção física, maior exposição ao ambiente externo e, muitas vezes, uso intensivo do veículo para trabalho.</p>



<p><strong>• Forte relação com deslocamento para trabalho:</strong><br>Grande parte dos acidentes ocorre durante o trajeto casa–trabalho, evidenciando a necessidade de políticas corporativas de segurança viária e conscientização dos colaboradores.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Consequências:</strong></p>



<p>Os acidentes de trânsito podem gerar consequências duradouras e impactantes, tanto para o indivíduo quanto para o ambiente corporativo, destacando-se:</p>



<p><strong>• Invalidez permanente:</strong><br>Caracteriza-se pela perda total ou parcial da capacidade laboral, comprometendo de forma definitiva a autonomia e a vida profissional do indivíduo.</p>



<p><strong>• Sequelas físicas e psicológicas:</strong><br>Incluem limitações motoras, dores crônicas, traumas emocionais, ansiedade e estresse pós-traumático, afetando significativamente a qualidade de vida.</p>



<p><strong>• Redução da produtividade:</strong><br>Decorre das limitações funcionais e dos impactos na saúde, resultando em menor desempenho, maior absenteísmo e necessidade de adaptações no ambiente de trabalho.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Segurança dos Vulneráveis</strong></p>



<p>A segurança dos usuários vulneráveis no trânsito é uma prioridade, considerando sua maior exposição a riscos e menor proteção em caso de acidentes. São considerados vulneráveis:</p>



<p><strong>• Pedestres:<br></strong>Indivíduos que circulam a pé e dependem diretamente de condições seguras nas vias, como calçadas adequadas, faixas de travessia e respeito à sinalização por parte dos condutores.</p>



<p><strong>• Ciclistas:<br></strong>Usuários de bicicleta que compartilham o espaço viário com veículos motorizados, estando mais suscetíveis a colisões, especialmente na ausência de infraestrutura adequada, como ciclovias e ciclofaixas.</p>



<p><strong>• Motociclistas:<br></strong>Condutores e passageiros de motocicletas que, apesar de motorizados, possuem menor proteção física, o que aumenta significativamente o risco de lesões graves em caso de acidentes.</p>



<p><strong>Como podem contribuir:</strong></p>



<p>A contribuição dos usuários vulneráveis é fundamental para a promoção de um trânsito mais seguro, sendo recomendadas as seguintes práticas:</p>



<p><strong>• Uso de equipamentos de proteção:</strong><br>A adoção de itens como capacetes, coletes refletivos e outros dispositivos de segurança reduz significativamente a gravidade de lesões em caso de acidentes.</p>



<p><strong>• Atenção redobrada:</strong><br>Devido à maior exposição aos riscos, é essencial manter elevado nível de atenção ao ambiente, antecipando possíveis perigos e adotando comportamentos preventivos.</p>



<p><strong>• Respeito às regras:</strong><br>O cumprimento das normas de trânsito, como sinalização, travessias adequadas e circulação em locais permitidos, contribui para a organização do fluxo e diminuição de conflitos entre os diferentes usuários da via.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Perfil:</strong></p>



<p>As características dos usuários vulneráveis no trânsito evidenciam sua maior suscetibilidade a acidentes e suas consequências, destacando-se:</p>



<p><strong>• Alta exposição ao risco:</strong><br>Devido à circulação direta nas vias e à interação constante com veículos motorizados, esses usuários estão mais expostos a situações perigosas e imprevisíveis.</p>



<p><strong>• Menor proteção física:</strong><br>A ausência de estruturas de proteção, como carroceria ou dispositivos de segurança mais robustos, aumenta significativamente a gravidade das lesões em caso de impacto.</p>



<p><strong>• Maior taxa de mortalidade:</strong><br>Em função da elevada vulnerabilidade, os acidentes envolvendo esses grupos apresentam maior probabilidade de resultar em óbitos, reforçando a necessidade de medidas preventivas e conscientização no trânsito.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Desafios na Segurança do Trabalho no Trânsito</strong></p>



<p>As empresas enfrentam desafios significativos na gestão da segurança, especialmente em atividades que envolvem mobilidade e comportamento humano. Destacam-se:</p>



<p><strong>• Controlar comportamento dos motoristas:</strong><br>A condução segura depende de fatores individuais, como atitudes, hábitos e percepção de risco, o que torna o controle mais complexo, exigindo treinamentos contínuos, políticas claras e monitoramento eficaz.</p>



<p><strong>• Implantar cultura de segurança:</strong><br>A consolidação de uma cultura organizacional voltada à segurança requer tempo, consistência e engajamento de todos os níveis hierárquicos, com liderança ativa e exemplo prático no cumprimento das normas.</p>



<p><strong>• Monitorar riscos externos:</strong><br>Fatores como condições das vias, clima, trânsito e comportamento de terceiros fogem ao controle direto da empresa, demandando estratégias de prevenção, orientação e preparação dos colaboradores.</p>



<p><strong>• Engajar colaboradores:</strong><br>Garantir a participação ativa dos trabalhadores nas práticas de segurança é um desafio constante, sendo necessário investir em comunicação eficaz, conscientização e incentivo ao comportamento seguro.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Relação entre acidentes de trânsito e do trabalho</strong></p>



<p>Muitos acidentes de trabalho estão diretamente relacionados ao trânsito e, em grande parte, poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção e comportamento seguro. Destacam-se os seguintes exemplos:</p>



<p><strong>1. Colisão por uso de celular:</strong><br>O uso do telefone durante a condução compromete a atenção, reduz o tempo de reação e aumenta significativamente o risco de acidentes.</p>



<p><strong>2. Acidente por fadiga:</strong><br>A condução sob cansaço excessivo prejudica a concentração e pode levar à sonolência ou “microssonos”, elevando a probabilidade de وقوع de incidentes.</p>



<p><strong>3. Falha mecânica por falta de manutenção:</strong><br>A ausência de manutenção preventiva pode resultar em falhas inesperadas no veículo, como problemas em freios ou pneus, comprometendo a segurança.</p>



<p><strong>4. Excesso de velocidade em entregas:</strong><br>A pressão por prazos pode levar à condução em velocidades acima do permitido, reduzindo o controle do veículo e aumentando a gravidade dos acidentes.</p>



<p><strong>5. Não uso de cinto de segurança:</strong><br>A negligência no uso desse equipamento essencial eleva consideravelmente o risco de lesões graves ou fatais em caso de colisão.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Ações práticas para profissionais de Segurança do Trabalho</strong></p>



<p>A adoção de estratégias estruturadas é essencial para a prevenção de acidentes e o fortalecimento da segurança no trânsito corporativo. Destacam-se:</p>



<p><strong>1. Treinamentos de direção defensiva:<br></strong>Capacitam os condutores para identificar riscos, antecipar situações perigosas e adotar práticas seguras na condução, reduzindo a probabilidade de acidentes.</p>



<p><strong>2. Campanhas educativas contínuas:<br></strong>Promovem a conscientização permanente dos colaboradores, reforçando comportamentos seguros e mantendo o tema da segurança em evidência na rotina organizacional.</p>



<p><strong>3. Monitoramento de comportamento:<br></strong>Permite acompanhar indicadores de condução, como velocidade, frenagens e uso adequado do veículo, possibilitando intervenções corretivas e melhoria contínua.</p>



<p><strong>4. Políticas claras de segurança:<br></strong>Estabelecem diretrizes, responsabilidades e regras bem definidas, orientando o comportamento esperado e garantindo alinhamento com as normas legais e internas.</p>



<p><strong>5. Investigação de incidentes:<br></strong>Consiste na análise detalhada de ocorrências, identificando causas raiz e implementando ações corretivas e preventivas para evitar recorrências.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Benefícios de um programa de segurança para condutores</strong></p>



<p>A implementação de um programa de segurança para condutores traz benefícios significativos para as organizações, tanto no aspecto operacional quanto estratégico:</p>



<p><strong>• Redução de acidentes:</strong><br>A adoção de práticas preventivas e treinamentos contribui para a diminuição de incidentes, preservando vidas e reduzindo danos materiais.</p>



<p><strong>• Diminuição de custos com seguros:</strong><br>A menor sinistralidade impacta diretamente nos valores de apólices, possibilitando redução de prêmios e maior previsibilidade financeira.</p>



<p><strong>• Menos afastamentos:</strong><br>Com a redução de acidentes, há menor incidência de lesões e, consequentemente, diminuição de afastamentos e interrupções nas atividades laborais.</p>



<p><strong>• Melhoria da imagem da empresa:</strong><br>Organizações que priorizam a segurança demonstram responsabilidade social e compromisso com o bem-estar de seus colaboradores, fortalecendo sua reputação no mercado.</p>



<p><strong>• Aumento da produtividade:</strong><br>Ambientes mais seguros favorecem a continuidade das operações, reduzem perdas e promovem maior eficiência no desempenho das equipes.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Resultados de uma cultura de segurança</strong></p>



<p>A consolidação de uma cultura de segurança nas organizações gera resultados mensuráveis e sustentáveis, refletindo diretamente no desempenho operacional e no bem-estar dos colaboradores:</p>



<p><strong>1. Redução de até 30% nos acidentes:</strong><br>A implementação consistente de práticas preventivas e comportamentos seguros contribui para a diminuição significativa da ocorrência de incidentes.</p>



<p><strong>2. Queda na sinistralidade dos planos de saúde:</strong><br>Com menos acidentes e adoecimentos, há menor utilização dos serviços de saúde, favorecendo o equilíbrio financeiro dos planos e reduzindo reajustes.</p>



<p><strong>3. Menor custo com manutenção corretiva:</strong><br>A prevenção e o uso adequado de veículos e equipamentos reduzem falhas inesperadas, diminuindo despesas com reparos emergenciais.</p>



<p><strong>4. Redução de multas e penalidades:</strong><br>O cumprimento das normas e a condução responsável evitam infrações, gerando economia e maior conformidade legal para a empresa.</p>



<p><strong>5. Maior engajamento dos colaboradores:</strong><br>Ambientes que valorizam a segurança promovem maior comprometimento, senso de pertencimento e participação ativa dos trabalhadores nas ações preventivas.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Economia gerada (dados recentes)</strong></p>



<p>A adoção de programas estruturados de segurança tem demonstrado impactos econômicos positivos relevantes nos últimos anos, refletindo em ganhos diretos e indiretos para as organizações:</p>



<p><strong>• Redução de até 25% nos custos com seguros:</strong><br>A diminuição da sinistralidade contribui para negociações mais favoráveis com seguradoras, reduzindo o valor dos prêmios e melhorando a previsibilidade financeira.</p>



<p><strong>• Diminuição significativa de afastamentos:</strong><br>Com menos acidentes e ocorrências, há redução no número de colaboradores afastados, o que preserva a continuidade das operações e reduz custos relacionados a substituições e encargos.</p>



<p><strong>• Economia indireta com produtividade preservada:</strong><br>A manutenção da força de trabalho ativa e saudável evita perdas operacionais, garantindo maior eficiência, cumprimento de prazos e melhor desempenho organizacional.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Como começar sem alto custo</strong></p>



<p>A implementação de ações iniciais de segurança no trânsito pode ser realizada de forma simples e com baixo custo, gerando impactos positivos imediatos. Destacam-se:</p>



<p><strong>1. DDS com tema trânsito:<br></strong>A realização de Diálogos Diários de Segurança voltados ao trânsito promove a conscientização contínua, reforçando comportamentos seguros e a percepção de riscos entre os colaboradores.</p>



<p><strong>2. Checklists diários de veículos:<br></strong>A verificação rotineira das condições dos veículos permite identificar falhas precocemente, prevenindo acidentes e reduzindo custos com manutenção corretiva.</p>



<p><strong>3. Campanhas internas (cartazes e e-mails):<br></strong>A comunicação visual e digital mantém o tema em evidência, incentivando atitudes seguras e fortalecendo a cultura de prevenção dentro da empresa.</p>



<p><strong>4. Controle básico de jornada:<br></strong>O acompanhamento das horas trabalhadas contribui para evitar fadiga, garantindo que os colaboradores estejam em condições adequadas para desempenhar suas atividades com segurança.</p>



<p><strong>5. Regras claras de uso de celular:<br></strong>A definição e divulgação de políticas que restrinjam o uso de dispositivos móveis durante a condução reduzem distrações e aumentam a segurança no trânsito corporativo.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Conclusão</strong></p>



<p>O <strong>Maio Amarelo</strong> não é apenas uma campanha — é um chamado à responsabilidade coletiva.</p>



<p>Integrar <strong>Segurança no Trabalho</strong> com <strong>Segurança no Trânsito</strong> é uma estratégia inteligente e necessária. Empresas que investem nessa cultura não apenas reduzem custos, mas <strong>preservam vidas</strong>.</p>



<p>Respeitar as normas, adotar comportamentos seguros e promover o cuidado ativo são atitudes que salvam vidas todos os dias.</p>



<p><strong>No trânsito e no trabalho, a regra é clara: segurança não é prioridade — é valor.</strong></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Texto:</em></strong><em> Bauseg | Gestão em Segurança do Trabalho</em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Imagem:</em></strong><em> IA – Inteligência Artificial</em></p>
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		<title>Trabalhadores vivem epidemia de dores nas costas, especialmente jovens e no home office</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 13:29:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Aumento se deve por conta das mudanças nos hábitos de vida, como o sedentarismo, explicam especialistas. Mobiliário adequado somado aos músculos fortes no abdômen e nas costas dão estabilidade e ajudam a reduzir as dores. Se você pensa que as&#160;dores na coluna&#160;apenas atingem trabalhadores em funções mais braçais, como estoques e carregamento de produtos, engana-se: [&#8230;]]]></description>
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<p>Aumento se deve por conta das mudanças nos hábitos de vida, como o sedentarismo, explicam especialistas. Mobiliário adequado somado aos músculos fortes no abdômen e nas costas dão estabilidade e ajudam a reduzir as dores.</p>



<p>Se você pensa que as&nbsp;<a href="https://revistacipaeincendio.com.br/ergonomia-mostra-bons-resultados-para-reduzir-custos-e-aumentar-o-bem-estar-nos-ambientes-de-trabalho-e-escolar/">dores na coluna</a>&nbsp;apenas atingem trabalhadores em funções mais braçais, como estoques e carregamento de produtos, engana-se: com o&nbsp;<em>boom</em>&nbsp;das funções mais tecnológicas, com o uso de celulares e notebooks como ferramentas, por exemplo, os profissionais estão indo cada vez mais às consultas de fisioterapia e ortopedia, especialmente os mais jovens e quem está no home office.</p>



<p>Segundo uma pesquisa divulgada pelo&nbsp;<a href="https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2025/12/02/brasileiros-cada-vez-mais-jovens-buscam-ajuda-medica-para-tratar-dor-nas-costas-veja-dicas-para-evitar-problema.ghtml">g1</a>, nos últimos cinco anos, os atendimentos hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS) para esse problema cresceram 37,5%, já os ambulatoriais cresceram 27%, sendo que a maioria dos pacientes tinha entre 20 e 59 anos de idade. Vale lembrar que houve alta no número de atendimentos em todas as faixas etárias, mas principalmente em pacientes muito jovens, de até 19 anos, reforça o estudo.</p>



<p>O ortopedista Raphael Marcon, chefe do grupo de coluna do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica, ao g1, que esse aumento se deve por conta dessas mudanças nos hábitos de vida, como o sedentarismo, sendo a atividade física uma das principais recomendações médicas.</p>



<p>Afinal, músculos fortes no abdômen e nas costas dão estabilidade e ajudam a reduzir as dores. É o que defende&nbsp;<a href="https://portal.saladanoticia.com.br/noticia/35594/dor-nas-costas-uma-epidemia-silenciosa-que-atinge-cada-vez-mais-jovens">Fernanda Maria Cercal Eduardo</a><em>,&nbsp;</em>fisioterapeuta e doutora em Tecnologia em saúde – Bioengenharia, salientando que a coluna vertebral é o eixo central do corpo humano, e toda a mobilidade de braços e pernas dependem dela.</p>



<p>“Ao mesmo tempo em que ela fornece estabilidade ao corpo, a coluna deve ser flexível o suficiente para uma variedade de movimentos, que recorrem a outras estruturas como ligamentos e músculos. Quando essa musculatura é negligenciada, aumentam os riscos de lesões e dores crônicas”, descreve.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Mobiliário adequado auxilia na prevenção às dores nas costas</strong></p>



<p>Adaptar o ambiente laboral é mandatório, inclusive quem tem a casa como estação de trabalho. A ausência de mobiliário ajustável é um dos maiores vilões, como o uso de sofás ou camas como suporte, acelerando o processo de degeneração das articulações vertebrais.</p>



<p>Cadeiras sem apoio lombar e monitores abaixo da linha dos olhos, por exemplo, tendem a forçar a curvatura natural da coluna e criar uma tensão na região cervical. “Ajustes simples podem transformar a realidade do trabalhador, como manter os pés totalmente apoiados no chão e os joelhos em um ângulo de 90 graus, e o topo do monitor deve estar alinhado à visão para evitar a inclinação constante do pescoço”, frisa conteúdo do site&nbsp;<a href="https://atl.clicrbs.com.br/papo-serio/vida-adulta/noticia/2026/02/a-lombar-de-20-anos-fisioterapeutas-alertam-para-epidemia-de-dores-nas-costas-em-jovens-home-office-cmljwndcy01v9014yknjyekqz.html">Atlântida</a>.</p>



<p>A fisioterapeuta Fernanda Maria Cercal Eduardo acrescenta ainda que práticas que empregam força muscular e flexibilidade, como pilates, yoga ou treinamento funcional também devem fazer parte do pacote, bem como a aplicação da ergonomia e de descansar do excesso de telas. “Ajustar cadeiras, mesas e telas à altura adequada são importantes, mas as pausas controladas durante as atividades também são fundamentais, bem como controlar o estresse e buscar momentos de desconexão”, conclui.</p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Fonte</em></strong><em>: <a href="https://revistacipaeincendio.com.br/trabalhadores-vivem-epidemia-de-dores-nas-costas-especialmente-jovens-e-no-home-office/">https://revistacipaeincendio.com.br/trabalhadores-vivem-epidemia-de-dores-nas-costas-especialmente-jovens-e-no-home-office/</a></em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Imagem:</em></strong><em> IA – Inteligência Artificial</em></p>
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		<title>Saúde mental no trabalho avança como desafio no Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 13:59:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Documento elaborado pela Fundacentro e FGV reúne evidências e aponta caminhos para prevenção e vigilância A&#160;Saúde&#160;Mental no&#160;Trabalho consolidou-se como um dos principais desafios contemporâneos da saúde pública e do desenvolvimento socioeconômico. Mudanças recentes no mundo do trabalho,&#160;como intensificação de metas, flexibilização de vínculos, avanço tecnológico e precarização das relações laborais,&#160;têm impactado diretamente o bem-estar psíquico [&#8230;]]]></description>
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<p>Documento elaborado pela Fundacentro e FGV reúne evidências e aponta caminhos para prevenção e vigilância</p>



<p>A&nbsp;Saúde&nbsp;Mental no&nbsp;Trabalho consolidou-se como um dos principais desafios contemporâneos da saúde pública e do desenvolvimento socioeconômico. Mudanças recentes no mundo do trabalho,&nbsp;como intensificação de metas, flexibilização de vínculos, avanço tecnológico e precarização das relações laborais,&nbsp;têm impactado diretamente o bem-estar psíquico e a qualidade de vida dos trabalhadores.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O tema é abordado em&nbsp;<a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2026/abril/saude-mental-no-trabalho-avanca-como-desafio-no-brasil/fundacentro_fgv_saude_mental_e_trabalho.pdf">documento</a>&nbsp;elaborado a partir de discussões entre a Fundacentro e a&nbsp;Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas&nbsp;(FGV-Eaesp),&nbsp;realizadas&nbsp;no Seminário Nacional de Saúde Mental e Trabalho. O material sistematiza evidências científicas, referenciais conceituais e normativos sobre a relação entre saúde mental e trabalho, com foco nos fatores psicossociais, no cenário epidemiológico brasileiro e em estratégias de prevenção e vigilância.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O trabalho, quando realizado em condições adequadas, contribui para identidade e pertencimento. Por outro lado, ambientes marcados por sobrecarga, baixa autonomia e relações autoritárias podem gerar sofrimento psíquico, adoecimento mental e exclusão social. A análise reforça que essa interface é multifatorial, envolvendo dimensões individuais, organizacionais e institucionais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>No Brasil, transtornos mentais estão entre as principais causas de incapacidade, com aumento expressivo de afastamentos do trabalho. Apesar disso, há subnotificação relevante dos casos relacionados ao trabalho, dificultando o reconhecimento do nexo causal. Entre os entraves estão a dificuldade de identificar riscos psicossociais, o estigma associado ao adoecimento mental e fragilidades nos sistemas de informação e vigilância.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Fatores como demandas excessivas, insegurança no emprego, jornadas prolongadas, assédio e discriminação tendem a se combinar, criando ambientes organizacionais&nbsp;adoecedores. Modelos teóricos como Demanda–Controle–Apoio e Esforço–Recompensa ajudam a compreender esses processos e evidenciam a necessidade de intervenções estruturais, para além de ações individuais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“Esses fatores se acumulam e interagem ao longo do tempo, ampliando vulnerabilidades individuais e coletivas, o que reforça a necessidade de intervenções organizacionais e estruturais, e não apenas individuais”, informam os autores.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A elaboração do documento contou com a participação de especialistas das áreas de saúde, segurança do trabalho e gestão, reunidos no seminário nacional.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Avanços e desafios no marco regulatório&nbsp;</strong>&nbsp;</p>



<p>As discussões no documento&nbsp;mostram&nbsp;que o&nbsp;país dispõe de instrumentos como as Normas Regulamentadoras&nbsp;e a Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho&nbsp;&#8211; PNSST, que oferecem base para identificação e gestão de riscos, inclusive psicossociais. No entanto, persistem desafios na implementação, especialmente na operacionalização de métodos de avaliação, integração entre vigilância e assistência e qualificação do reconhecimento do nexo causal.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Os autores informam que a&nbsp;promoção da saúde mental no trabalho exige abordagem articulada, com ações de prevenção primária, secundária e terciária, além do fortalecimento da vigilância em saúde do trabalhador. O documento destaca a importância da integração entre políticas públicas, gestão organizacional e sistemas de saúde para reduzir agravos e promover ambientes de trabalho mais saudáveis.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“A produção técnico-científica, a formação profissional continuada e o fortalecimento das capacidades institucionais dos atores públicos e privados que atuam no campo da saúde e segurança do trabalhador são fundamentais para transformar o marco normativo existente em práticas efetivas de prevenção e proteção”, ressaltam.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A inclusão de transtornos mentais na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho&nbsp;–&nbsp;LDRT, é mencionada pelos autores, como&nbsp;um avanço importante, pois reconhece a relação entre trabalho e adoecimento mental e reforça a necessidade de integrar a saúde mental às políticas, à gestão de riscos e à vigilância em saúde do trabalhador.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O texto defende uma abordagem integrada, envolvendo governança, gestão, participação social e articulação entre vigilância, regulação e cuidado. Além disso, recomenda organizar as ações nos níveis de prevenção primária, secundária e terciária, com foco em intervenções organizacionais e no fortalecimento da vigilância em saúde mental do trabalhador.&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Documento &#8220;Saúde Mental e Trabalho&#8221;</strong></p>



<p>O&nbsp;<a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2026/abril/saude-mental-no-trabalho-avanca-como-desafio-no-brasil/fundacentro_fgv_saude_mental_e_trabalho.pdf">documento&nbsp;</a><a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2026/abril/saude-mental-no-trabalho-avanca-como-desafio-no-brasil/fundacentro_fgv_saude_mental_e_trabalho.pdf">“Saúde Mental e Trabalho”</a>&nbsp;foi produzido&nbsp;por Dalton Tria&nbsp;Cusciano, da Fundacentro, Alberto José&nbsp;Niituma&nbsp;Ogata e Ana Maria&nbsp;Malik, ambos da Fundação Getúlio Vargas da Escola de Administração de São&nbsp;Paulo,&nbsp;e&nbsp;por&nbsp;João Silvestre da Silva-Junior, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.&nbsp;</p>



<p class="has-small-font-size"><strong>Texto:</strong>&nbsp;<em>Débora Maria Santos</em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Fonte:</em></strong><em> <a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2026/abril/saude-mental-no-trabalho-avanca-como-desafio-no-brasil">https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2026/abril/saude-mental-no-trabalho-avanca-como-desafio-no-brasil</a></em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Imagem:</em></strong><em> IA – Inteligência Artificial</em></p>
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		<title>Abril Verde destaca a importância da gestão de riscos psicossociais na prevenção de acidentes do trabalho</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 14:23:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Campanha Abril Verde]]></category>
		<category><![CDATA[CIPA]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Ocupacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Campanha marca o início do fortalecimento da integração da saúde mental à cultura de prevenção em SST Promover saúde e segurança no trabalho é garantir qualidade de vida, bem-estar e respeito ao trabalhador. Com esse foco,&#160;a&#160;Campanha&#160;Abril&#160;Verde&#160;mobiliza instituições, empresas e&#160;a população em torno da prevenção de acidentes e doenças&#160;relacionadas ao trabalho. A iniciativa faz referência ao [&#8230;]]]></description>
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<p>Campanha marca o início do fortalecimento da integração da saúde mental à cultura de prevenção em SST</p>



<p>Promover saúde e segurança no trabalho é garantir qualidade de vida, bem-estar e respeito ao trabalhador. Com esse foco,&nbsp;a&nbsp;<strong>Campanha&nbsp;Abril&nbsp;Verde</strong>&nbsp;mobiliza instituições, empresas e&nbsp;a população em torno da prevenção de acidentes e doenças&nbsp;relacionadas ao trabalho. A iniciativa faz referência ao dia&nbsp;<strong>28 de abril</strong>,&nbsp;<strong>Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho</strong>, criado após um grave acidente em uma mina nos Estados Unidos, em 1969.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A&nbsp;prevenção precisa ir além de ações&nbsp;isoladas&nbsp;e ser incorporada à rotina das organizações, com fortalecimento de uma cultura de segurança e participação das lideranças&nbsp;e dos trabalhadores. Também são necessárias mudanças concretas na organização do trabalho, que repense questões como jornadas de trabalho, metas inalcançáveis, pausas, autonomia e participação ativa nas decisões.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Nesse contexto, a saúde mental ganha destaque. A atualização da&nbsp;<a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/centrais-de-conteudo/biblioteca/normas-regulamentadoras-nrs" target="_blank" rel="noreferrer noopener">NR-01</a>&nbsp;(<a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Disposições gerais e gerenciamento de riscos ocupacionais</a>)&nbsp;inclui os fatores de&nbsp;riscos psicossociais no gerenciamento de riscos, ampliando o olhar sobre fatores como estresse, assédio e&nbsp;sobrecarga de trabalho.&nbsp;O engajamento dos trabalhadores é apontado como essencial para a efetividade das ações, desde a identificação até o controle dos riscos no ambiente laboral.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>De acordo com a Previdência Social, em 2025, os dados de afastamentos por transtornos mentais revelam uma diferença significativa entre os sexos. Do total de&nbsp;<a href="https://www.gov.br/previdencia/pt-br/noticias/2026/janeiro/previdencia-social-concede-546-254-beneficios-por-incapacidade-temporaria-por-transtornos-mentais-e-comportamentais" target="_blank" rel="noreferrer noopener">546.254</a>&nbsp;benefícios concedidos, 346.613 foram destinados a mulheres, o que corresponde a 63,46%, enquanto os homens somaram 199.641 concessões, ou 36,54%.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Esse contexto&nbsp;indica&nbsp;que cerca de dois terços dos afastamentos aconteceram entre mulheres, destacando uma maior frequência ou percepção desses problemas nesse grupo e sublinhando a importância de investigar fatores sociais, de trabalho e de saúde que afetam de maneira desigual homens e mulheres no mercado de trabalho.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Desde o início do ano, a Fundacentro vem pautando&nbsp;<a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/centrais-de-conteudo/cursos-e-eventos/calendario-de-cursos-e-eventos-2026" target="_blank" rel="noreferrer noopener">temas estratégicos relacionados à saúde e segurança no trabalho</a>, como teleatendimento, desafios das novas tecnologias, trabalho decente,&nbsp;organização do trabalho,&nbsp;construção civil, Cipa,&nbsp;segurança química,&nbsp;benzeno e normas regulamentadoras, entre outros, reforçando o compromisso institucional com ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Canpat 2026&nbsp;</strong></p>



<p>No dia&nbsp;7&nbsp;de abril, o Ministério do Trabalho e Emprego – MTE lançou a&nbsp;Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Canpat) 2025, com o tema&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=aULHLdW5s5k" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“Pela Prevenção dos Riscos Psicossociais no Trabalho”</a>. O foco&nbsp;da campanha deste ano destaca a importância de reconhecer, prevenir e&nbsp;gerenciar fatores como estresse, assédio e sobrecarga laboral, que impactam diretamente a saúde mental e o bem-estar dos&nbsp;trabalhadores.&nbsp;</p>



<p>A Assessoria de Comunicação da Fundacentro, entrevistou o técnico&nbsp;de&nbsp;segurança&nbsp;do trabalho&nbsp;e um dos precursores do movimento Abril Verde,&nbsp;Adir de Souza; e o diretor de Conhecimento e Tecnologia, Remígio Todeschini, ambos da Fundacentro.&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Entrevista</strong></p>



<p><strong>Adir de Souza: cultura da prevenção como meta&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p><strong>Você&nbsp;sempre pautou sobre a cultura de prevenção contínua, como transformar a prevenção em prática do dia a dia no trabalho, e não só em campanhas?&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p>Adir de Souza:&nbsp;Este tema da cultura, há muitos anos, sempre esteve em minha meta. Quando entendi que o tema da prevenção e do cuidado no mundo do trabalho deveria ir além da visão técnica, do conhecimento da norma, da portaria e da visão tecnicista, que é um traço do projeto da educação brasileira, percebi que precisamos sair do tecnicismo e partir para a criação de um cidadão consciente da importância de ter um local de trabalho digno.&nbsp;</p>



<p><strong>Na prática, como a empresa mostra que se preocupa com a segurança e a saúde dos trabalhadores?&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p>Adir de Souza:&nbsp;É fundamental também que os empresários entendam que fazer prevenção é investimento e que isso evita perdas de matéria-prima, de equipamentos, de ferramentas, de máquinas e de dias perdidos de produção. Além disso, protege a imagem da empresa e da sua marca como uma organização que respeita e tem consciência de que a prevenção de acidentes está entre os direitos fundamentais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Como as lideranças podem criar condições e dar exemplo para que o trabalho seja mais seguro para todos?</strong>&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Adir de Souza:&nbsp;Hoje em dia, já existe um bom número de profissionais de segurança que têm feito, na prática, a capacitação das lideranças nas empresas, porque são os líderes que exercem grande influência no dia a dia no chão de fábrica, junto aos trabalhadores.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Já ocorre também a implantação de políticas de segurança e saúde nas organizações. Claro que isso ainda é muito tímido, mas o movimento Abril Verde nasceu para isso, para dar um impulso ao pensar e refletir sobre a segurança e saúde no trabalho. E criarmos uma cultura mostrando que um salário não vale uma vida.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Como as organizações podem integrar a gestão de riscos psicossociais às políticas de saúde e segurança, diante do aumento dos afastamentos por adoecimento mental?&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p>Adir de Souza:&nbsp;As empresas precisam transformar o trabalho em um ambiente mais cooperativo, livre de assédios e com espírito permanente de colaboração. É fundamental evitar metas abusivas, jornadas extenuantes e atividades que tornem o trabalho monótono ou desconectado do conjunto das operações.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O trabalho deve ser instigante, integrado e realizado em condições que priorizem a segurança e a saúde dos trabalhadores. Ao garantir esse ambiente mais saudável, as organizações avançam na proteção da saúde mental, que é um dos grandes objetivos colocados no contexto do&nbsp;Abril&nbsp;Verde neste ano.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Remígio Todeschini: escuta permanente dos trabalhadores&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p><strong>De que forma a atualização da NR-01 pode ajudar a incluir, na prática, a saúde mental no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)?&nbsp;</strong>&nbsp;</p>



<p>Remígio Todeschini:&nbsp;Nessa perspectiva, o PGR deve ser construído com escuta permanente dos trabalhadores nos locais de trabalho. É preciso verificar, no dia a dia das atividades, operações e reuniões, se o bem-estar mental está sendo efetivamente considerado.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A partir dessa escuta e do monitoramento dos ambientes, com base em protocolos que valorizem um ambiente cooperativo e participativo, é possível consolidar um programa voltado à defesa da saúde mental dos trabalhadores. Isso tende a gerar reflexos positivos, tanto na produtividade quanto na satisfação no trabalho e na qualidade de vida.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Como as empresas podem identificar, prevenir e lidar com fatores como estresse, assédio e sobrecarga de trabalho no dia a dia?&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p>Remígio Todeschini:&nbsp;Isso passa por escutas diárias dos trabalhadores, com a realização de rodas de conversa sobre saúde e segurança do trabalho e saúde mental. A partir dessas informações, a empresa deve estabelecer correções de rota.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Ou seja, é um processo contínuo: ouvir, identificar os problemas e agir sobre eles, ajustando as condições de trabalho sempre que necessário.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Quais estratégias ajudam a envolver os trabalhadores na identificação, comunicação e melhoria das condições de risco no trabalho?</strong>&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Remígio Todeschini:&nbsp;O primeiro passo é a empresa mostrar claramente quais são os riscos e perigos potenciais existentes. Também é importante relatar quais providências já foram tomadas e demonstrar que está aberta a resolver os problemas que forem denunciados ou relatados.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Se não houver essa abertura para soluções concretas, há o risco de aprofundar os problemas e aumentar um clima interno mais hostil e conflituoso. Por outro lado, quando há transparência e disposição para agir, o envolvimento dos trabalhadores tende a crescer.&nbsp;</p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Texto</em>:</strong> <em>Débora Maria Santos</em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Fonte</em></strong><em>: <a href="http://www.gov.br/fundacentro">www.gov.br/fundacentro</a></em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Imagem</em></strong><em>: Inteligência Artificial &#8211; IA</em></p>
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		<title>CTPP mantém exigência de gerenciamento de fatores de risco psicossociais a partir de maio 2026</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 12:04:29 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Saúde Ocupacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Primeira reunião do ano também discutiu questões relacionadas às normas regulamentadoras 4 (Sesmt), 24 (Condições Sanitárias e Conforto), 35 (Trabalho em Altura) e 38 (Limpeza Urbana) Em sua primeira reunião do ano, nos dias 24 e 25 de março&#160;em Brasília/DF, a Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) manteve 26 de maio para entrada em vigor da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Primeira reunião do ano também discutiu questões relacionadas às normas regulamentadoras 4 (Sesmt), 24 (Condições Sanitárias e Conforto), 35 (Trabalho em Altura) e 38 (Limpeza Urbana)</p>



<p>Em sua primeira reunião do ano, nos dias 24 e 25 de março&nbsp;em Brasília/DF, a Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) manteve 26 de maio para entrada em vigor da nova NR 1, norma regulamentadora de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Os empregadores pediram a prorrogação da data. Representantes do Governo, dos Trabalhadores e do Ministério Público do Trabalho foram unânimes em manter o início previsto anteriormente.&nbsp;&nbsp;De 2019 a 2024, houve&nbsp;<a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2026/marco/concessao-de-beneficios-por-transtornos-mentais-e-comportamentais-cresce-mais-de-100-apos-pandemia" target="_blank" rel="noreferrer noopener">crescimento de 104,07%</a>&nbsp;na concessão total de benefícios previdenciários relacionados a&nbsp;transtornos mentais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Apesar de o nexo com o trabalho ser reconhecido&nbsp;em apenas 2% dos casos, é essencial olhar para o papel que ele desemprenha no adoecimento. O diretor de Conhecimento e Tecnologia da Fundacentro, Remígio Todeschini, destaca que&nbsp;a nova NR 1 pode contribuir para a melhora da notificação e para diminuir&nbsp;os riscos existentes que afetam a&nbsp;saúde&nbsp;mental dos trabalhadores&nbsp;como a aceleração do trabalho por conta das metas exigidas, além da pressão e do assédio constantes.&nbsp;</p>



<p>“Não reconhecer esse problema,&nbsp;que está muito subnotificado, é&nbsp;desrespeitar os direitos fundamentais de&nbsp;segurança e saúde dos trabalhadores”, afirma Todeschini. Em sua avaliação, é essencial garantir:&nbsp;a redução dos riscos&nbsp;psicossociais no ambiente de trabalho, que deve ser&nbsp;livre de&nbsp;assédios&nbsp;e&nbsp;de&nbsp;toda ordem de entraves que provocam sofrimento mental aos trabalhadores; o&nbsp;afastamento com benefício acidentário;&nbsp;e&nbsp;o&nbsp;depósito do FGTS&nbsp;(Fundo de Garantia&nbsp;do&nbsp;Tempo de Serviço).&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Para o diretor da Fundacentro, ao se combater a subnotificação, diminui-se a sonegação&nbsp;acidentária,&nbsp;que traz&nbsp;prejuízo&nbsp;à&nbsp;Previdência. Essa ocultação do nexo com trabalho&nbsp;diminui a capacidade de&nbsp;as empresas terem&nbsp;um gerenciamento de riscos real&nbsp;que leve a&nbsp;um trabalho seguro e&nbsp;saudável.&nbsp;“Não&nbsp;avançar no gerenciamento de riscos nas empresas gera desrespeito aos trabalhadores, a sua família e&nbsp;prejuízos&nbsp;sociais e&nbsp;econômicos&nbsp;para&nbsp;toda&nbsp;a sociedade”, conclui Remígio.&nbsp;</p>



<p>O Ministério do Trabalho e Emprego disponibilizou&nbsp;o&nbsp;<a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/guia-nr-01-revisado.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Guia de informações sobre Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho</a>. A&nbsp;Comissão Nacional Tripartite Temática (CNTT) da NR 1 atuará para que a interpretação da norma seja melhorada de forma permanente.&nbsp;A ideia é&nbsp;complementar o manual com perguntas e respostas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Temas debatidos</strong>&nbsp;</p>



<p>A reunião da CTPP tratou de outras normas regulamentadoras e questões ligadas à segurança e saúde no trabalho (SST).&nbsp;Uma das resoluções foi prorrogar por mais 45 dias a&nbsp;<a href="https://www.gov.br/participamaisbrasil/consulta-publica-anexo-i-relacao-da-classificacao-nacional-de-atividades-economicas-cnae-versao-20-com-correspondente-grau-de-risco-gr-norma-regulamentadora-nr-n-4" target="_blank" rel="noreferrer noopener">consulta pública</a>&nbsp;sobre a NR 4 (Serviços Especializados em Segurança e em Medicina do Trabalho), que trata do Anexo I&nbsp;(Relação da Classificação Nacional de Atividades Econômicas &#8211; CNAE (VERSÃO 2.0), com correspondente Grau de Risco &#8211; GR),&nbsp;a pedido das bancadas de Trabalhadores e Empregadores.&nbsp;</p>



<p>Outra prorrogação tratou da NR 38 (Segurança e Saúde no Trabalho nas Atividades de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos), em que se acordaram&nbsp;mais seis meses&nbsp;à&nbsp;adaptação dos calçados para coletores da limpeza urbana. Apesar&nbsp;disso, vale&nbsp;destacar&nbsp;que&nbsp;os calçados devem sempre garantir conforto e segurança aos trabalhadores.&nbsp;</p>



<p>Apresentou-se ainda&nbsp;Análise de Impacto Regulatório (AIR), realizada pela SIT (Secretaria de Inspeção do Trabalho),&nbsp;sobre o&nbsp;abastecimento de aeronaves&nbsp;em que se apontou&nbsp;não haver&nbsp;justificativa técnica&nbsp;para&nbsp;suspender o&nbsp;pagamento&nbsp;do adicional de periculosidade.&nbsp;“A&nbsp;Fundacentro&nbsp;reafirmou que não houve alteração&nbsp;tecnológica&nbsp;ainda que&nbsp;diminuísse&nbsp;a potencialidade do perigo de&nbsp;combustíveis&nbsp;e&nbsp;inflamáveis&nbsp;no abastecimento de aeronaves.&nbsp;Em&nbsp;base disso,&nbsp;deve continuar o respeito constitucional de&nbsp;pagamento&nbsp;do adicional de periculosidade&#8221;, afirma Todeschini.&nbsp;</p>



<p>A NR 24 (Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho)&nbsp;também esteve em pauta.&nbsp;Uma das deliberações foi a exigência de&nbsp;que os&nbsp;contêineres&nbsp;utilizados para&nbsp;atividades humanas&nbsp;garantam condições de segurança,&nbsp;de&nbsp;higiene e conforto.&nbsp;Será necessário prever&nbsp;correção de riscos,&nbsp;especialmente os&nbsp;elétricos&nbsp;conforme&nbsp;a NR 10.&nbsp;Os focos principais são portos e&nbsp;trabalho&nbsp;marítimos.&nbsp;O prazo para entrada em vigor desses pontos será definido na reunião da CTPP de junho de 2026.&nbsp;</p>



<p>Em relação à NR 35 (Trabalho em Altura),&nbsp;houve&nbsp;acréscimos&nbsp;ao&nbsp;Anexo de&nbsp;Escadas.&nbsp;“Os treinamentos deverão ser presenciais&nbsp;quando houver&nbsp;utilização&nbsp;de escadas e será dado um prazo&nbsp;para&nbsp;esse treinamento presencial&#8221;, explica Remígio. Outra exigência é a&nbsp;análise&nbsp;de riscos&nbsp;por&nbsp;conjunto de escadas em unidades fabris e outros estabelecimentos.&nbsp;</p>



<p>Por fim, solicitou-se&nbsp;às bancadas a&nbsp;indicação de&nbsp;nomes&nbsp;até 7 de abril&nbsp;para&nbsp;a continuidade do&nbsp;Plansat&nbsp;(Plano Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho).&nbsp;Nessa data, haverá o lançamento da&nbsp;Canpat&nbsp;2026&nbsp;(Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho)&nbsp;pelo Ministério do Trabalho e Emprego.&nbsp;&#8220;Ressaltei a importância de integrar&nbsp;melhor os&nbsp;órgãos&nbsp;governamentais na área de SST e STT&nbsp;[Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora]&nbsp;no campo de prevenção e redução de riscos e perigos&nbsp;para o&nbsp;trabalho seguro e&nbsp;saudável”, finaliza o diretor da Fundacentro.&nbsp;</p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Texto:</em></strong><em>&nbsp;Cristiane Oliveira Reimberg&nbsp;</em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Fonte:</em></strong><em> <a href="https://www.gov.br/fundacentro">https://www.gov.br/fundacentro</a></em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Imagem:</em></strong><em> Inteligência Artificial &#8211; IA</em></p>
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		<title>NR1: Manual do MTE traz novas orientações para a gestão do GRO nas empresas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 12:40:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ergonomia]]></category>
		<category><![CDATA[GRO]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério do Trabalho e Previdência]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e segurança no trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Ocupacional]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança do Trabalho]]></category>
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		<category><![CDATA[SST-Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[A publicação do Ministério do Trabalho e Emprego busca esclarecer dúvidas sobre a aplicação do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e traz orientações práticas para estruturar o inventário de riscos, o plano de ação e a gestão preventiva nas organizações. A publicação do&#160;Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1, pelo Ministério do Trabalho [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>A publicação do Ministério do Trabalho e Emprego busca esclarecer dúvidas sobre a aplicação do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e traz orientações práticas para estruturar o inventário de riscos, o plano de ação e a gestão preventiva nas organizações.</em></strong></p>



<p>A publicação do&nbsp;<strong>Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1</strong>, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), representa um movimento importante para consolidar o modelo de&nbsp;<strong>Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO)</strong>&nbsp;no país.</p>



<p>O documento foi elaborado com o objetivo de orientar empresas e profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho na implementação das diretrizes previstas na norma, trazendo interpretações técnicas e exemplos que ajudam a esclarecer dúvidas recorrentes sobre a aplicação da NR-1 e a estruturação do&nbsp;<strong>Programa de Gerenciamento de Riscos (<a href="http://revistacipaeincendio.com.br/entenda-a-integracao-tecnica-dos-riscos-psicossociais-ao-pgr-sob-a-nova-norma-nr-5/">PGR</a>)</strong>.</p>



<p>Embora o manual não crie novas obrigações legais, sua publicação tem grande relevância prática. Na rotina das organizações, ele tende a servir como&nbsp;<strong>referência técnica para profissionais de SST e também para a fiscalização do trabalho</strong>, contribuindo para reduzir divergências de interpretação sobre o gerenciamento de riscos ocupacionais.</p>



<p>Mais do que um material explicativo, o manual ajuda a tornar mais claros alguns conceitos que, desde a atualização da NR-1, ainda geram dúvidas na rotina de muitas empresas.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Destaques do novo manual da NR-1</strong></p>



<p>O Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1 apresenta orientações importantes para apoiar empresas e profissionais de SST na implementação do gerenciamento de riscos ocupacionais. Entre os principais pontos abordados no documento, destacam-se:</p>



<ul><li><strong>O GRO deve ser tratado como um sistema de gestão contínuo</strong>, e não apenas como um conjunto de documentos formais.</li><li><strong>A identificação de perigos deve considerar também fatores relacionados à organização do trabalho</strong>, ampliando a análise tradicional dos riscos ocupacionais.</li><li><strong>O Inventário de Riscos Ocupacionais e o Plano de Ação são instrumentos centrais do PGR</strong>, permitindo registrar a avaliação dos riscos e acompanhar as medidas de prevenção adotadas.</li></ul>



<p class="has-medium-font-size"><strong>GRO como sistema de gestão e não apenas como documento</strong></p>



<p>Um dos pontos mais relevantes reforçados pelo manual é que o&nbsp;<strong>Gerenciamento de Riscos Ocupacionais não deve ser tratado apenas como um conjunto de documentos formais</strong>.</p>



<p>O GRO é apresentado como um processo contínuo de gestão, que deve estar integrado às atividades da organização e às decisões relacionadas às condições de trabalho.</p>



<p>Essa abordagem aproxima a gestão de riscos ocupacionais de modelos consolidados de gestão baseados na lógica da&nbsp;<strong>melhoria contínua</strong>, normalmente representada pelo ciclo PDCA.</p>



<p>Nesse modelo, o gerenciamento de riscos envolve planejamento das ações de prevenção, implementação das medidas definidas, acompanhamento dos resultados e revisão permanente das estratégias adotadas.</p>



<p>Na prática, isso significa que o&nbsp;<strong>Programa de Gerenciamento de Riscos não deve ser visto apenas como um documento elaborado para cumprir uma exigência normativa</strong>, mas como parte de um sistema de gestão voltado à prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Identificação de perigos e avaliação de riscos</strong></p>



<p>Outro aspecto enfatizado pelo manual é a importância da&nbsp;<strong>identificação sistemática dos perigos presentes nas atividades e ambientes de trabalho</strong>.</p>



<p>Esse processo representa o ponto de partida do gerenciamento de riscos ocupacionais. A partir da identificação dos perigos, a organização deve avaliar os riscos associados e definir as medidas de prevenção mais adequadas.</p>



<p>O documento também destaca que essa análise deve considerar não apenas agentes físicos, químicos ou biológicos, mas também&nbsp;<strong>aspectos relacionados às condições e à organização do trabalho</strong>.</p>



<p>Essa abordagem amplia a visão tradicional da segurança do trabalho e contribui para uma compreensão mais completa dos fatores que podem impactar a saúde dos trabalhadores.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Fatores relacionados à organização do trabalho</strong></p>



<p>Entre os aspectos que ganham destaque no manual está a necessidade de considerar&nbsp;<strong>fatores relacionados à organização do trabalho que possam influenciar a saúde dos trabalhadores</strong>.</p>



<p>Situações como sobrecarga de trabalho, pressão excessiva por metas, conflitos interpessoais, falta de suporte da liderança ou ambientes organizacionais inadequados podem configurar perigos que merecem análise dentro do processo de gestão de riscos.</p>



<p>Quando associados às condições de trabalho, esses fatores podem contribuir para o surgimento de agravos à saúde, incluindo aqueles frequentemente relacionados aos chamados&nbsp;<strong>riscos psicossociais</strong>.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Integração com a ergonomia</strong></p>



<p>Outro ponto relevante abordado no documento é a relação entre o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e as avaliações ergonômicas previstas na&nbsp;<strong>NR-17</strong>.</p>



<p>Informações provenientes da Avaliação Ergonômica Preliminar ou da Análise Ergonômica do Trabalho podem contribuir significativamente para a identificação de perigos e para a avaliação de riscos relacionados às condições e à organização do trabalho.</p>



<p>Essa integração favorece uma visão mais abrangente das condições de trabalho e evita que diferentes análises sejam realizadas de forma isolada dentro da organização.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Inventário de riscos e plano de ação</strong></p>



<p>O manual também apresenta orientações que ajudam a estruturar dois elementos centrais do&nbsp;<strong>Programa de Gerenciamento de Riscos</strong>.</p>



<p>O&nbsp;<strong>Inventário de Riscos Ocupacionais</strong>&nbsp;é o documento no qual são registrados os perigos identificados, a avaliação dos riscos e as medidas de prevenção existentes ou recomendadas.</p>



<p>De forma simplificada, um registro no inventário pode incluir informações como atividade analisada, perigo identificado, possível dano à saúde, medidas de prevenção existentes e avaliação do risco.</p>



<p>Já o&nbsp;<strong>Plano de Ação</strong>&nbsp;organiza as medidas de prevenção que precisam ser implementadas ou aprimoradas, estabelecendo responsáveis e prazos para sua execução.</p>



<p>Esses instrumentos são importantes para garantir&nbsp;<strong>rastreabilidade das decisões tomadas na gestão de Segurança e Saúde no Trabalho</strong>&nbsp;e demonstrar que as medidas de prevenção estão sendo efetivamente acompanhadas pela organização.</p>



<p>Com o aumento do volume de informações envolvidas na gestão de riscos ocupacionais, muitas organizações têm adotado&nbsp;<strong>sistemas digitais de gestão de SST</strong>&nbsp;que permitem integrar inventários de riscos, planos de ação, registros ergonômicos e outros dados relevantes em um único ambiente.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Avaliação de riscos e uso de matrizes</strong></p>



<p>Após a identificação dos perigos, o manual reforça a necessidade de realizar a&nbsp;<strong>avaliação dos riscos considerando a combinação entre a probabilidade de ocorrência de um evento e a gravidade de suas possíveis consequências</strong>.</p>



<p>Para apoiar esse processo, o documento apresenta exemplos de&nbsp;<strong>matrizes de risco</strong>, que ajudam a graduar o nível de risco de forma estruturada.</p>



<p>Esse tipo de ferramenta auxilia a organização a priorizar as ações de prevenção, concentrando esforços nos riscos classificados como mais críticos.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Participação dos trabalhadores e coleta responsável de informações</strong></p>



<p>Outro aspecto destacado no manual é a importância da&nbsp;<strong>participação dos trabalhadores na identificação de perigos e na discussão das medidas de prevenção</strong>.</p>



<p>A experiência prática mostra que muitas informações relevantes sobre as condições de trabalho surgem justamente a partir do relato dos próprios trabalhadores, que vivenciam diariamente as atividades e os desafios do ambiente laboral.</p>



<p>O manual não estabelece uma metodologia única para a coleta dessas informações. O que se espera é que a organização utilize abordagens capazes de compreender as atividades realizadas e os fatores que podem influenciar a saúde e a segurança no trabalho.</p>



<p>Em situações que envolvem aspectos da organização do trabalho, muitas organizações utilizam instrumentos que preservam a&nbsp;<strong>confidencialidade das respostas e evitam a identificação individual dos trabalhadores</strong>.</p>



<p>Nesse contexto, o uso de&nbsp;<strong>plataformas tecnológicas especializadas na gestão de Segurança e Saúde no Trabalho</strong>&nbsp;pode contribuir para garantir a organização e a segurança das informações utilizadas na avaliação de riscos.</p>



<p>Ferramentas como o software de gestão de SST da&nbsp;<a href="https://www.rsdata.com.br/"><strong>RSData</strong>&nbsp;</a>utilizam mecanismos de segurança da informação alinhados a boas práticas internacionais, incluindo referências das normas&nbsp;<strong>ISO 27001 e ISO 27701</strong>, além de requisitos relacionados à&nbsp;<strong>Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)</strong>.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Conclusão</strong></p>



<p>A publicação do&nbsp;<a href="https://www.rsdata.com.br/"><strong>Manual de Interpretação da NR-1</strong></a>&nbsp;representa um passo importante para fortalecer a gestão de riscos ocupacionais nas organizações.</p>



<p>Ao esclarecer conceitos e apresentar exemplos de aplicação do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, o documento contribui para tornar mais consistente a implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos nas empresas.</p>



<p>Mais do que atender a uma exigência normativa, compreender essas orientações permite estruturar processos de gestão mais eficazes e promover ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.</p>



<p class="has-small-font-size"><strong>Fonte:</strong> <em>https://revistacipaeincendio.com.br/nr-1-manual-do-mte-traz-novas-orientacoes-para-a-gestao-do-gro-nas-empresas/</em> </p>



<p class="has-small-font-size"><strong>Imagem</strong>: <em>Inteligência Artificial &#8211; IA</em></p>
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		<title>Digitalização acelera o ritmo e amplia a pressão sobre trabalhadores do teleatendimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 13:46:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ritmo intensificado, metas rígidas e sobrecarga digital colocam em risco a saúde física e mental de geração jovem de trabalhadores. O crescimento do adoecimento entre trabalhadores do teleatendimento, especialmente entre jovens, acende um alerta sobre as condições de trabalho no setor. O tema esteve no centro do encontro&#160;“Discussão do Adoecimento no Teleatendimento/Telemarketing”,&#160;realizado em São Paulo, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ritmo intensificado, metas rígidas e sobrecarga digital colocam em risco a saúde física e mental de geração jovem de trabalhadores.</p>



<p>O crescimento do adoecimento entre trabalhadores do teleatendimento, especialmente entre jovens, acende um alerta sobre as condições de trabalho no setor. O tema esteve no centro do encontro<strong>&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=ujS4xEm_gMM&amp;t=9757s" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“Discussão do Adoecimento no Teleatendimento/Telemarketing”</a>,</strong>&nbsp;realizado em São Paulo, que reuniu especialistas e representantes&nbsp;sindicais para debater os principais riscos à saúde desses profissionais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Na abertura do evento, o diretor de Conhecimento e Tecnologia da Fundacentro&nbsp;&#8211;&nbsp;DCT, Remígio Todeschini, destaca&nbsp;que o setor concentra um conjunto significativo de agravos relacionados à organização do trabalho. Entre os mais recorrentes estão as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Dort), além de impactos importantes na saúde mental. Nas atividades de atendimento, também são frequentes problemas de voz, audição e visão, agravados pelo uso contínuo de equipamentos e pelo ritmo intenso das tarefas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“Dados da Previdência Social do Brasil indicam que, no país, cerca de 45 em cada 100 acidentes de trabalho atingem pessoas entre 16 e 34 anos. Nas atividades de atendimento e apoio, esse índice pode chegar a 67 trabalhadores nessa mesma faixa etária, dependendo do ano analisado. Isso mostra que o teleatendimento emprega majoritariamente jovens que acabam sendo fortemente expostos aos riscos e ao adoecimento”, afirma&nbsp;Todeschini.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Diante desse cenário, o diretor ressalta&nbsp;que o encontro busca ampliar o debate e fortalecer a produção de conhecimento sobre o tema, contribuindo para a formulação de estratégias de prevenção e para a melhoria das condições de trabalho no setor.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Digitalização amplia&nbsp;pressão&nbsp;no trabalho de teleatendimento&nbsp;</strong></p>



<p>O&nbsp;setor de teleatendimento&nbsp;é&nbsp;uma das principais portas de entrada para o mercado de trabalho, especialmente entre jovens em busca do primeiro emprego formal.&nbsp;</p>



<p>Com a digitalização do atendimento, operadores passaram a atuar em um modelo multicanal, atendendo por telefone, chat, e-mail e aplicativos como WhatsApp, enquanto consultam diferentes sistemas. Ao mesmo tempo, o monitoramento em tempo real ampliou o controle sobre o desempenho, aumentando a pressão por produtividade e metas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Essas&nbsp;informações&nbsp;foram&nbsp;apresentadas&nbsp;pelos&nbsp;representantes sindicais&nbsp;na mesa de debate&nbsp;que compuseram a mesa: “Situação dos trabalhadores no setor: adoecimento, fiscalização do MTE, negociações coletivas e cumprimento das NRs”.&nbsp;Entre eles,&nbsp;Crislaine&nbsp;Pereira Carneiro, presidente&nbsp;do&nbsp;Sindicato&nbsp;dos Empregados em Empresas de Telemarketing e Rádio Chamada do Estado do Rio Grande do Sul&nbsp;&#8211;&nbsp;Sintratel/RS,&nbsp;alerta&nbsp;que muitas empresas ainda se recusam a reconhecer o adoecimento relacionado ao trabalho. Segundo ela, ao deixar de emitir a&nbsp;Comunicação&nbsp;de Acidente de Trabalho (CAT)&nbsp;e ignorar diagnósticos como a&nbsp;síndrome de&nbsp;burnout, o problema acaba sendo tratado como uma fragilidade individual do trabalhador, enquanto as causas estruturais do setor permanecem invisíveis.&nbsp;</p>



<p>“Os trabalhadores adoecem muito jovens.&nbsp;Praticamente todos que trabalham ou já trabalharam no&nbsp;telemarketing passaram por algum episódio de adoecimento: crise de ansiedade, necessidade de atendimento psiquiátrico ou convivência com colegas que também adoeceram”, informa&nbsp;Crislaine.&nbsp;Completa que esse processo de adoecimento não vem de um único lugar. Ele se acumula porque os trabalhadores sofrem assédio moral de várias frentes: dentro da operação, pela estrutura das empresas&nbsp;e&nbsp;pelos próprios clientes durante o atendimento.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“Trata-se de um modelo de gestão voltado à maximização do lucro. Há mecanismos permanentes de controle e pressão, como o TMA (Tempo Médio de Atendimento) e o NPS (Net Promoter Score),&nbsp;traduzindo para o português índice de satisfação do cliente,&nbsp;que impactam diretamente a remuneração variável, já marcada por salários muito baixos”,&nbsp;explana.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Além disso,&nbsp;a&nbsp;presidente&nbsp;do&nbsp;Sintratel&nbsp;salienta que&nbsp;se trata de uma&nbsp;categoria com forte recorte de gênero, raça e sexualidade.&nbsp;“Não é coincidência que o teleatendimento concentre uma população que historicamente já enfrenta desigualdades e permanece à margem de diversas políticas públicas. Esse perfil também é explorado pelas empresas para ampliar suas margens de lucro”.&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Trabalho que adoece&nbsp;</strong>&nbsp;</p>



<p>Durante as&nbsp;falas, os dirigentes sindicais destacaram a necessidade de mudanças estruturais nas condições de trabalho, diante de uma pressão que tem levado muitos trabalhadores ao limite.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Segundo Anderson Borja&nbsp;da Câmara, presidente do&nbsp;Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras de Telemarketing do&nbsp;Ceará&nbsp;&#8211;&nbsp;Sintratel/CE,&nbsp;episódios recentes revelam o nível de sofrimento enfrentado por trabalhadores de&nbsp;call&nbsp;center. Ele relata&nbsp;que,&nbsp;após uma tentativa de suicídio no local de trabalho, outra funcionária&nbsp;&#8211;&nbsp;também com pouco tempo de empresa&nbsp;&#8211;&nbsp;apresentou comportamento semelhante. Para ele, situações como essas acendem um alerta sobre possíveis gatilhos presentes no próprio ambiente laboral.&nbsp;</p>



<p>Em mais um caso, o terceiro relatado ao longo do evento, menciona&nbsp;um trabalhador que, após adoecer e ficar sem renda enquanto aguardava benefício do&nbsp;Instituto Nacional do Seguro Social &#8211;&nbsp;INSS, chegou a pensar em tirar a própria vida. Diante dessa realidade, o sindicato tem buscado apoio de instituições de saúde e pesquisa para enfrentar o adoecimento mental no teleatendimento, setor que reúne mais de um milhão de trabalhadores no país.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“Hoje temos entre 1,4 e 1,6 milhão de trabalhadores no teleatendimento, mas o número é impreciso porque muitas empresas evitam classificá-los como operadores. Isso também dribla normas como a NR-17, enquanto, na rotina, esses profissionais lidam com clientes irritados e acabam sendo alvo de ofensas, concentrando toda a pressão na linha de frente”, afirma&nbsp;o presidente&nbsp;Anderson.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Com base em levantamento inicial, Juliana Andrade Oliveira, tecnologista da Fundacentro, aponta inconsistências entre dados oficiais e números divulgados pelo setor. “Enquanto se fala em até 1,6 milhão de empregos, os registros formais indicam um volume bem menor”. Para ela, essa divergência está relacionada à reconfiguração das ocupações. “Há uma pulverização das funções, o que dificulta mensurar com precisão quantos trabalhadores atuam no teleatendimento”, esclarece.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Outro ponto crítico é a subnotificação dos agravos à saúde mental. “O principal diagnóstico é de que há uma subnotificação expressiva, agravada pela intensificação do trabalho e pelas novas tecnologias, que aumentam a carga sem garantir visibilidade ao adoecimento”, salienta.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Regulamentação do setor&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p>Uma das questões debatidas foi a importância do Anexo 2 da NR-17, norma regulamentadora sobre ergonomia. Para Marco Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing de São Paulo e Grande São Paulo –&nbsp;Sintratel/SP, a tecnologia,&nbsp;ao contrário do que se prometia, não trouxe melhorias reais para o trabalhador de telemarketing.&nbsp;</p>



<p>“É urgente atualizar as normas de saúde e incluir o debate sobre o atendimento digital, já que hoje o trabalhador chega a atender cinco pessoas simultaneamente, operando em múltiplas telas, sem qualquer regulação clara. Não é admissível essa sobrecarga. É preciso estabelecer limites e reconhecer que o&nbsp;call&nbsp;center é um serviço essencial, que precisa ser devidamente regulamentado”, frisa o sindicalista.&nbsp;</p>



<p>Nesse contexto&nbsp;diante das novas formas de organização do trabalho, a análise da&nbsp;pesquisadora da Fundacentro, Thaís Helena Barreira,&nbsp;amplia o debate ao examinar os próprios limites e avanços do processo de construção da norma.&nbsp;</p>



<p>Barreira destaca que o texto da norma foi construído em meio a um processo intenso de negociação entre diferentes atores, o que ajuda a explicar a presença de trechos menos claros. Ainda assim, avalia que a regulamentação representa um avanço ao dar visibilidade às condições de trabalho no teleatendimento e fortalecer a mobilização da categoria. “Mesmo com algumas lacunas, o sistema de regulamentação pode impulsionar mudanças importantes ao reconhecer a realidade desses trabalhadores”, afirma.&nbsp;</p>



<p>A pesquisadora também chama atenção para o fato de que o adoecimento relacionado ao trabalho nem sempre é identificado de imediato. Os sintomas surgem de forma progressiva, tais como cansaço, insônia e dores, e muitas vezes são atribuídos à vida pessoal. “Por isso, o diálogo com os trabalhadores é essencial para reconhecer precocemente esses sinais e romper o silêncio sobre o adoecimento”, ressalta.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Barreira lembra ainda que o Anexo II da Norma Regulamentadora nº 17, publicado em 2007, foi resultado de pesquisas conduzidas por&nbsp;ergonomistas&nbsp;após denúncias de sindicatos sobre o adoecimento de jovens no setor. O documento incorporou não apenas aspectos físicos da ergonomia, mas também as exigências cognitivas e emocionais do trabalho, que demandam atenção constante e estratégias de regulação para lidar com as pressões do atendimento.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Realidade de vida dos trabalhadores&nbsp;</strong></p>



<p>“O trabalho no telemarketing é solitário e desumaniza o trabalhador”, salienta Éder dos Santos, vice-presidente do&nbsp;Sintratel&nbsp;no Rio Grande do Sul. Ele comenta que, no caso das mulheres, a rotina é ainda mais intensa, pois saem do posto de trabalho, vão para casa, cuidam dos filhos,&nbsp;preparam a comida&nbsp;e todos os afazeres domésticos. No dia seguinte, enfrentam novamente a rotina em um ambiente laboral com metas rígidas, controle excessivo e ausência de pausas adequadas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“O&nbsp;cumprimento de scripts, a restrição até para necessidades básicas, como ir ao banheiro, e a penalização constante contribuem para o adoecimento mental. Quando há afastamento, não existe reinserção efetiva, e&nbsp;muitas empresas pressionam para que o próprio trabalhador peça demissão”, afirma.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Na mesma linha,&nbsp;Vivian dos Santos Queiroz, presidente da&nbsp;Sintratel&nbsp;da Cidade de Campinas e Região,&nbsp;reforça que o descumprimento das normas agrava esse cenário. “Mesmo com avanços como a jornada de 36 horas, a NR-17 segue&nbsp;sendo desrespeitada. Os trabalhadores atuam com múltiplas telas e, muitas vezes, em jornadas duplas, o que intensifica o adoecimento. Além disso, há dificuldade de fiscalização, já que os sindicatos enfrentam barreiras para acessar as empresas e acompanhar as condições reais de trabalho”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Riscos Psicossociais&nbsp;</strong>&nbsp;</p>



<p>Finalizando os apontamentos da mesa, quatro eixos orientaram a pesquisa apresentada por Eduardo Martinho Rodrigues,&nbsp;da Central dos Trabalhadores e&nbsp;Trabalhadoras&nbsp;do Brasil (CTB) e&nbsp;representante&nbsp;técnico&nbsp;da Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP). Rodrigues&nbsp;destaca que a metodologia&nbsp;foi&nbsp;baseada em referências nacionais e internacionais de saúde e segurança no trabalho, incluindo a NR-17 (ergonomia), com diretrizes específicas para teleatendimento. Também foram analisados instrumentos de órgãos como a&nbsp;Occupational&nbsp;Safety&nbsp;and Health&nbsp;Administration&nbsp;(Osha), dos Estados Unidos, e a Autoridade para as Condições do Trabalho, de Portugal, que possui checklist com mais de 120 itens para identificar riscos psicossociais e assédio.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“A partir dessas referências, selecionamos os itens mais relevantes e adaptamos as perguntas para uma abordagem quantitativa. Estruturamos a pesquisa em quatro eixos para diagnosticar a situação dos trabalhadores no teleatendimento”, explica&nbsp;o representante técnico.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Rodrigues&nbsp;ressalta ainda que a NR-17 prevê treinamentos com informações sobre riscos, prevenção e sintomas de adoecimento, como problemas osteomusculares, alterações vocais e auditivas, além de impactos na saúde mental e visual. “A norma já deixa claro que esses aspectos, especialmente a&nbsp;saúde mental, devem ser monitorados por estarem diretamente ligados à atividade”, afirma.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Ergonomia colaborativa&nbsp;</strong>&nbsp;</p>



<p>O&nbsp;pesquisador&nbsp;da Fundacentro,&nbsp;José Marçal Jackson Filho,&nbsp;defende que o conhecimento sobre o trabalho não é algo pronto, mas construído coletivamente no dia a dia.&nbsp;&#8220;A&nbsp;ergonomia parte da interação com os trabalhadores para compreender o que realmente acontece nas atividades, indo além de uma aplicação técnica isolada. Toda forma de produção de conhecimento é, necessariamente, compartilhada”, afirma. Ele reforça que “o conhecimento é construído na interação entre&nbsp;ergonomistas&nbsp;e trabalhadores, gerando um entendimento mais fiel da realidade”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Nessa perspectiva,&nbsp;o pesquisador informa que&nbsp;a análise não se limita a identificar riscos, como tradicionalmente ocorre na área de saúde e segurança.&nbsp;Destaca que é preciso olhar o trabalho de forma mais ampla, considerando também seu funcionamento e suas contribuições. “Nem toda situação de trabalho é, necessariamente, problemática. A&nbsp;NR-17, ao prever a análise ergonômica, permite melhorar tanto as condições de trabalho quanto a eficiência dos serviços”, pontua.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Ao observar atividades como o teleatendimento, José Marçal chama atenção para a presença frequente de situações de conflito e até violência.&nbsp;“Esses&nbsp;episódios não devem ser analisados de forma isolada. Em muitos casos, refletem falhas nos próprios sistemas das empresas, seja na venda de produtos ou na prestação de serviços. Assim, compreender o trabalho em profundidade ajuda não só a proteger os trabalhadores, mas também a aperfeiçoar os processos organizacionais”, finaliza.&nbsp;</p>



<p class="has-small-font-size"><strong>Texto:</strong><strong> </strong><em>Débora Maria Santos</em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Fonte: </em></strong><em><a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2026/marco/digitalizacao-acelera-o-ritmo-e-amplia-a-pressao-sobre-trabalhadores-do-teleatendimento">https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2026/marco/digitalizacao-acelera-o-ritmo-e-amplia-a-pressao-sobre-trabalhadores-do-teleatendimento</a></em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Imagem:</em></strong><em> IA – Inteligência Artificial</em></p>
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		<title>Treinamento para Operador de Transpaleteira Elétrica: Segurança, Produtividade e Conformidade Legal nas Empresas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 11:44:36 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Segurança do Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[A movimentação de cargas é uma das atividades mais importantes dentro da logística moderna. Em centros de distribuição, armazéns e indústrias, equipamentos como a transpaleteira elétrica se tornaram fundamentais para garantir agilidade, segurança e eficiência operacional. No entanto, para que esse equipamento seja utilizado de forma segura e dentro da legislação, é indispensável que os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A movimentação de cargas é uma das atividades mais importantes dentro da logística moderna. Em centros de distribuição, armazéns e indústrias, equipamentos como a <strong>transpaleteira elétrica</strong> se tornaram fundamentais para garantir agilidade, segurança e eficiência operacional.</p>



<p>No entanto, para que esse equipamento seja utilizado de forma segura e dentro da legislação, é indispensável que os trabalhadores recebam <strong>treinamento adequado para operação de transpaleteira elétrica</strong>.</p>



<p>Neste artigo você vai entender:</p>



<ul><li>a história das transpaleteiras;</li><li>como surgiu a movimentação motorizada de cargas;</li><li>a importância da transpaleteira nas empresas;</li><li>quem pode operar o equipamento;</li><li>quais treinamentos são exigidos;</li><li>quais riscos existem sem capacitação;</li><li>quais normas regulamentadoras tratam do tema; e</li><li>e por que investir em treinamento para operadores.</li></ul>



<p class="has-medium-font-size"><strong>A origem das transpaleteiras e da movimentação motorizada de cargas</strong></p>



<p>A evolução da logística industrial começou a ganhar força no início do século XX, principalmente com a expansão das indústrias nos Estados Unidos.</p>



<p>Durante esse período, as empresas passaram a enfrentar um grande desafio: <strong>movimentar grandes volumes de mercadorias dentro das fábricas e armazéns</strong> com rapidez e eficiência.</p>



<p>Foi nesse contexto que surgiram os primeiros equipamentos motorizados de movimentação de cargas.</p>



<p>Por volta de <strong>1917</strong>, a empresa americana <strong>Clark Equipment Company</strong> desenvolveu um dos primeiros equipamentos industriais motorizados para transporte interno de materiais, considerado precursor das empilhadeiras modernas.</p>



<p>Com o crescimento da utilização de <strong>paletes de madeira no transporte e armazenamento de mercadorias</strong>, surgiram posteriormente as primeiras <strong>transpaleteiras manuais</strong>, na década de 1930.</p>



<p>Com o avanço da tecnologia e a necessidade de maior produtividade logística, surgiram então as <strong>transpaleteiras elétricas</strong>, capazes de movimentar cargas pesadas com maior agilidade e menor esforço humano.</p>



<p>O objetivo dessas máquinas sempre foi claro:</p>



<ul><li>aumentar a produtividade;</li><li>reduzir esforço físico dos trabalhadores;</li><li>melhorar a eficiência logística; e</li><li>aumentar a segurança na movimentação de cargas.</li></ul>



<p>Hoje, as transpaleteiras elétricas são consideradas <strong>equipamentos essenciais em operações logísticas e industriais</strong>.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>O que é uma transpaleteira elétrica</strong></p>



<p>A <strong>transpaleteira elétrica</strong> é um equipamento utilizado para movimentar cargas paletizadas dentro de ambientes industriais e logísticos.</p>



<p>Ela é amplamente utilizada em:</p>



<ul><li>centros de distribuição;</li><li>armazéns logísticos;</li><li>supermercados;</li><li>indústrias;</li><li>portos; e</li><li>operações de carga e descarga.</li></ul>



<p>Dependendo do modelo, as transpaleteiras podem movimentar cargas que variam entre <strong>1.500 kg e 3.000 kg ou mais</strong>.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Importância da transpaleteira elétrica nas operações logísticas</strong></p>



<p>A utilização desse equipamento traz diversos benefícios para as empresas:</p>



<ul><li>aumento da produtividade operacional;</li><li>redução do esforço físico dos trabalhadores;</li><li>maior agilidade na movimentação de materiais;</li><li>melhoria na organização do estoque;</li><li>redução de riscos ergonômicos; e</li><li>maior eficiência em centros de distribuição.</li></ul>



<p>Sem esse tipo de equipamento, muitas operações logísticas seriam <strong>mais lentas, menos eficientes e mais arriscadas</strong>.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Quem pode operar uma transpaleteira elétrica</strong></p>



<p>A operação da transpaleteira elétrica exige capacitação adequada.</p>



<p>De acordo com as normas de segurança do trabalho no Brasil, o operador deve:</p>



<ul><li>ter <strong>idade mínima de 18 anos;</strong></li><li>receber <strong>treinamento específico para operação;</strong></li><li>ser considerado <strong>apto em exame médico ocupacional; e</strong></li><li>ser <strong>autorizado formalmente pela empresa.</strong></li></ul>



<p>Esse treinamento deve abordar:</p>



<ul><li>funcionamento do equipamento;</li><li>inspeção de segurança;</li><li>limites de carga;</li><li>circulação em áreas logísticas; e</li><li>prevenção de acidentes.</li></ul>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Operador de transpaleteira precisa de CNH?</strong></p>



<p>Não.</p>



<p>A <strong>Carteira Nacional de Habilitação (CNH)</strong> não é exigida para operar transpaleteira elétrica dentro de ambientes privados como indústrias ou centros logísticos.</p>



<p>Entretanto, o trabalhador deve possuir <strong>treinamento específico e autorização formal da empresa</strong>.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Qual a carga horária do treinamento para operador de transpaleteira</strong></p>



<p>A legislação brasileira não estabelece uma carga horária única específica para esse treinamento.</p>



<p>Porém, as boas práticas adotadas por empresas e consultorias de segurança do trabalho recomendam treinamentos com duração entre:</p>



<p><strong>4 a 8 horas</strong>, incluindo:</p>



<ul><li>conteúdo teórico;</li><li>prática operacional; e</li><li>avaliação de aprendizado.</li></ul>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Periodicidade da reciclagem do treinamento</strong></p>



<p>O treinamento deve ser atualizado periodicamente.</p>



<p>A recomendação mais adotada pelas empresas é:</p>



<p>&#x2714; <strong>reciclagem a cada 2 anos</strong></p>



<p>Também é recomendada nova capacitação quando ocorrer:</p>



<ul><li>mudança de equipamento;</li><li>mudança de função;</li><li>ocorrência de acidente; e</li><li>afastamento prolongado do operador.</li></ul>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Riscos de operar transpaleteira sem treinamento</strong></p>



<p>A operação inadequada do equipamento pode gerar acidentes graves.</p>



<p>Entre os principais riscos estão:</p>



<ul><li>atropelamento de trabalhadores;</li><li>esmagamento de pés e pernas;</li><li>tombamento de cargas;</li><li>colisões com estruturas;</li><li>queda de materiais;</li><li>prensamento de membros; e</li><li>lesões musculoesqueléticas.</li></ul>



<p>Esses acidentes podem resultar em <strong>afastamentos, incapacidade permanente e até fatalidades</strong>.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Acidentes mais comuns com transpaleteiras</strong></p>



<p>Entre os acidentes mais registrados em ambientes logísticos estão:</p>



<p><strong>Atropelamento de pedestres</strong><br>Muito comum em áreas com grande circulação de trabalhadores.</p>



<p><strong>Esmagamento de membros inferiores</strong><br>Principalmente durante manobras e operações de carga e descarga.</p>



<p><strong>Tombamento de cargas</strong><br>Pode atingir trabalhadores próximos.</p>



<p><strong>Colisão com estruturas ou equipamentos</strong><br>Pode gerar danos patrimoniais e risco de queda de materiais.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Normas regulamentadoras relacionadas à operação de transpaleteiras</strong></p>



<p>A operação desses equipamentos está relacionada principalmente às seguintes normas:</p>



<p><strong>NR 11 — Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais</strong></p>



<p><strong>NR 12 — Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos</strong></p>



<p><strong>NR 17 — Ergonomia</strong></p>



<p>Essas normas estabelecem a necessidade de <strong>treinamento, capacitação e operação segura</strong>.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Exames médicos exigidos para operador de transpaleteira</strong></p>



<p>O operador deve ser considerado <strong>apto pelo Médico do Trabalho</strong>, conforme o <strong>PCMSO — Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional</strong>.</p>



<p>Os exames podem incluir:</p>



<ul><li>exame clínico ocupacional;</li><li>avaliação da acuidade visual;</li><li>avaliação osteomuscular;</li><li>avaliação de coordenação motora; e</li><li>avaliação de equilíbrio.</li></ul>



<p>Dependendo da atividade, podem ser solicitados:</p>



<ul><li>audiometria; e</li><li>avaliação psicomotora.</li></ul>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Consequências legais para empresas que não treinam operadores</strong></p>



<p>Permitir que trabalhadores operem equipamentos sem treinamento pode gerar sérias consequências jurídicas, como:</p>



<ul><li>multas aplicadas pela fiscalização do trabalho;</li><li>indenizações por acidentes;</li><li>ações trabalhistas;</li><li>ações regressivas do INSS; e</li><li>responsabilidade civil e criminal em caso de acidentes graves.</li></ul>



<p>Além disso, pode caracterizar <strong>falha na gestão de segurança e negligência empresarial</strong>.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Operador de transpaleteira tem direito a insalubridade?</strong></p>



<p>A operação da transpaleteira <strong>não gera automaticamente insalubridade</strong>.</p>



<p>Esse direito só ocorre quando há exposição a agentes nocivos acima dos limites de tolerância, como:</p>



<ul><li>ruído elevado;</li><li>agentes químicos;</li><li>frio em câmaras frigoríficas; e</li><li>poeiras industriais.</li></ul>



<p>A caracterização depende de <strong>avaliação técnica conforme a NR 15</strong>.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Existe direito à periculosidade?</strong></p>



<p>A operação da transpaleteira normalmente <strong>não caracteriza periculosidade</strong>.</p>



<p>Ela pode existir apenas em situações específicas, como:</p>



<ul><li>trabalho em áreas com inflamáveis</li><li>operações em ambientes com risco de explosão</li><li>atividades com risco elétrico específico</li></ul>



<p>A caracterização ocorre conforme <strong>NR 16</strong>.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Por que investir em treinamento para operadores de transpaleteira</strong></p>



<p>Empresas que investem em treinamento obtêm benefícios importantes:</p>



<ul><li>redução de acidentes de trabalho;</li><li>aumento da produtividade;</li><li>redução de danos a equipamentos;</li><li>conformidade com legislação trabalhista;</li><li>fortalecimento da cultura de segurança; e</li><li>valorização dos trabalhadores.</li></ul>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Conclusão</strong></p>



<p>A transpaleteira elétrica é um equipamento essencial para operações logísticas e industriais, contribuindo diretamente para a <strong>eficiência na movimentação de cargas e produtividade das empresas</strong>.</p>



<p>No entanto, sua operação exige <strong>treinamento adequado, avaliação médica ocupacional e cumprimento das normas de segurança do trabalho</strong>.</p>



<p>Investir em treinamento não é apenas uma exigência legal, mas também uma <strong>estratégia para reduzir acidentes, evitar passivos trabalhistas e melhorar o desempenho operacional</strong>.</p>



<p>Nossa empresa oferece <strong>treinamentos especializados para operadores de transpaleteira elétrica</strong>, com conteúdo técnico atualizado, instrutores qualificados e foco na realidade das operações logísticas e industriais.</p>



<p>Entre em contato e <strong>leve mais segurança, produtividade e conformidade legal para sua empresa</strong>.</p>



<p class="has-small-font-size"><strong>Texto:</strong> Antonio Lopes</p>



<p class="has-small-font-size"><strong>Imagem:</strong> IA – Inteligência Artificial</p>
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		<title>LER/DORT &#8211; Estratégias das gigantes do marketplace invisibilizam trabalhadores de galpões de armazenamento e distribuição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 03:06:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Especialistas apontam como terceirizações e códigos CNAE contornam direitos trabalhistas e fiscalização, descaracterizam representação sindical e dificultam estudos e rastreio do adoecimento ocupacional. &#8220;Nós temos uma situação de apagamento social e midiático. Não porque resolvemos os problemas, mas simplesmente porque não há mais uma onda forte de movimentos sociais e sindical que destaquem essas dores [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Especialistas apontam como terceirizações e códigos CNAE contornam direitos trabalhistas e fiscalização, descaracterizam representação sindical e dificultam estudos e rastreio do adoecimento ocupacional</em>.</p>



<p></p>



<p>&#8220;Nós temos uma situação de apagamento social e midiático. Não porque resolvemos os problemas, mas simplesmente porque não há mais uma onda forte de movimentos sociais e sindical que destaquem essas dores como relacionadas ao trabalho.” A frase de Maria Maeno, pesquisadora da Fundacentro e coordenadora do evento, deu o mote principal das reflexões em alusão ao Dia Internacional de Combate às LER/Dort. Com o tema “O chão de fábrica das gigantes das entregas em casa”, o encontro ocorreu em 26 de fevereiro no auditório da Fundacentro em São Paulo/SP.</p>



<p>Há décadas as lesões por esforços repetitivos e as doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho (LER/Dort) são uma das maiores responsáveis por afastamentos de trabalhadores de suas atividades laborais. Em 2025, foram o segundo maior motivo de afastamentos do trabalho registrados no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Apesar disso, ganham destaque os transtornos mentais, que estão em terceiro lugar nos afastamentos formais e muitas vezes são decorrentes da incapacidade física.</p>



<p>No setor logístico, estima-se que os casos de LER/Dort registrados sejam superiores à curva média do Brasil, observa Maeno. No entanto, os números reais são camuflados por fatores que resultam na invisibilidade dos trabalhadores do setor. Entre eles, a quantidade de trabalhadores informais, que não são contabilizados pelo INSS, os códigos da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), as formas de contratação e de gestão do trabalho.</p>



<p>“Interessante que nessa conscientização, que a gente tem de fazer e discutir, nós estamos sob o signo da sociedade tecnológica, de uma questão acelerada no processo de produção que faz com que as pessoas na realidade adoeçam, tenham um agravo”, ressalta Remígio Todeschini, diretor de Conhecimento e Tecnologia da Fundacentro.</p>



<p>Para conversar sobre o tema, a Fundacentro convidou Luci Praun, socióloga, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e integrante do Núcleo Semente do Instituto Sedes Sapientiae, Mateus Oliveira dos Santos, mestrando em Ciência Política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Paloma Breit, mestranda na Universidad de Barcelona e uma das organizadoras do Coletivo Trabalhadores Meli.</p>



<p>O evento teve ainda a presença dos alunos do curso técnico de Segurança do Trabalho da Escola Técnica Estadual Jaraguá (Etec Jaraguá), unidade de ensino do Centro Paula Souza.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Estratégias de apagamento</strong></p>



<p>A vinda das gigantes do comércio virtual para o Brasil, em meados da década de 1990, trouxe o sistema de plataformas digitais que intermediam compra e venda&nbsp;<em>on-line</em>. O modelo de negócio mudou ao longo dos anos, e a cadeia produtiva dos&nbsp;<em>marketplaces</em>&nbsp;passou a incorporar novos ramos de atuação. Além da tecnologia da plataforma de compras, envolveu transporte, armazenamento, distribuição e entrega (também chamada de última milha), momento em que surgem os grandes galpões do comércio virtual.</p>



<p>“Quando eles se dão conta de que, para concorrerem com a loja física, eles têm que oferecer algo diferente da loja física, que é uma diversidade enorme de produtos no portal e uma entrega tão rápida que faça com que as pessoas, ao invés de ir lá perder tempo, ir à loja e comprar, possa comprar produtos diferentes e receber às vezes no mesmo dia”, observa Luci Praun.</p>



<p>Os códigos CNAE, no entanto, não acompanharam a mudança, e essas empresas seguem se identificando como de serviços de internet, agenciamento de serviços e outros similares.</p>



<p>Assim, os trabalhadores do setor, em sua maioria,&nbsp;não estão contratados como operadores logísticos ou de&nbsp;<em>e-commerce</em>. “Eles geralmente estão nos CNAEs dessas empresas de internet”, frisa Mateus Santos. Além de esconder o adoecimento relacionado ao trabalho, porque o trabalhador está registrado em uma empresa que não aquela do processo adoecedor, isso também dificulta estudos e rastreio do adoecimento no trabalho.</p>



<p>O problema ressoa também na atuação de sindicatos e, como consequência, prejudica a organização dos trabalhadores na busca por melhorias das condições de trabalho.</p>



<p>“Quando procuramos dados sobre o trabalhador de logística, sobre o trabalhador de galpão, ele não está classificado como operador de logística numa empresa de logística. Ou seja, o sindicato que o representa não é de trabalhadores de movimentação de logística, de trabalhadores de manutenção e armazenamento, é um sindicato que geralmente está envolvido com questões de atividades de empresas de internet, de desenvolvimento de tecnologia. São entidades que desconhecem a realidade daqueles trabalhadores”, explica Mateus.</p>



<p>O modelo de contratação principal adotado pelas gigantes do&nbsp;<em>marketplace</em>&nbsp;aprofunda ainda mais a invisibilidade social desses trabalhadores: a terceirização. Os contratos temporários de até seis meses são precários e caracterizados pela alta rotatividade.</p>



<p>Apesar do vínculo empregatício, a instabilidade elevada deixa constante o medo da demissão. Subjetivamente, cobra dos trabalhadores que intensifiquem cada mais a jornada de trabalho. Com cargas de até 12 horas diárias, tentar bater metas desumanas e mostrar bons resultados para buscar uma efetivação que raramente ocorre.</p>



<p>Adotar CNAE de serviços de internet e contratações terceirizadas revela-se um combo estratégico de controle, precarização e apagamento dos trabalhadores do setor. Essa descaracterização não só dificulta a representação sindical e a organização dos trabalhadores, mas mascara a realidade e contorna os direitos trabalhistas e a fiscalização, porque a cada seis meses o trabalhador muda de galpão, de empresa, de função.</p>



<p>Mesmo diante de tantas complexidades, essa realidade chegou à Casa do Trabalhador e da Trabalhadora da Fundacentro, que faz parte do projeto nacional Caminhos do Trabalho.</p>



<p>“Nós temos atendido trabalhadores e trabalhadoras dessas grandes empresas de logística, em particular dos galpões de armazenamento e distribuição, que em pouco tempo de atividade adoecem sobretudo por lesões da estrutura do sistema musculoesquelético, decorrentes de acidentes também, de esforço físico, da realização de posturas extremas e dos movimentos repetitivos de membros superiores e de coluna”, frisa Maeno, que é também coordenadora da Casa do Trabalhador e da Trabalhadora.</p>



<p>Essa vivência encontra ressonância nas falas de Mateus do Santos e Paloma Breit a partir dos diversos relatos de trabalhadores de galpões sobre lesões, adoecimentos, acidentes e adoecimentos mentais. “Realmente a gente não tem essas estatísticas. A gente só sabe quando a gente conversa diretamente com as pessoas”, ressalta Paloma.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Trabalhadores de apps x trabalhadores de galpões</strong></p>



<p>A área de logística é um setor de apoio importante dos grandes comércios virtuais e é exemplo do que é o trabalho invisível. Por trás da complexa tecnologia de compra digital, as promessas de entrega rápida de grandes&nbsp;<em>marketplaces</em>&nbsp;escondem trabalho humano pesado e acelerado.</p>



<p>“A gente tem que olhar para esse processo invisibilizado, ou seja,&nbsp;como que comprar e querer receber no mesmo dia, no dia seguinte – e são milhões de produtos – desencadeia um processo de aceleração do trabalho, desde a plataforma até os galpões e até a última milha, que vai, evidentemente, esbarrar no limite humano”, alerta Luci Praun.</p>



<p>Todo esse conjunto de trabalhadores é apagado pelas questões contratuais, mas também porque a população desconhece o processo e as condições de trabalho para garantir a entrega rápida. A socióloga concorda que há certa similaridade com os entregadores por aplicativo. “A gente passou um pouco por esse exercício com os trabalhadores de entrega por aplicativos, em que todo mundo comprava no&nbsp;<em>delivery</em>&nbsp;e ninguém estava nem aí com as condições de trabalho que aqueles trabalhadores e trabalhadoras tinham para poder garantir aquela entrega”, exemplifica.</p>



<p>No caso dos entregadores por aplicativos, a situação passou a mudar quando se mobilizaram e a população passou a conhecer um pouco mais as condições degradantes de trabalho às quais são submetidos. “No caso do&nbsp;<em>e-commerce</em>, ainda falta fazer isso. As pessoas desconhecem”, reforça Luci Praun.</p>



<p>Por isso é fundamental abrir o tema para debate com a população e os trabalhadores. Abrir espaços de discussão e colocar luz sobre as realidades invisíveis e a importância do trabalho digno quebra barreiras. “Uma das grandes dificuldades para gente fazer mobilização e levar à frente os nossos direitos é o desconhecimento do trabalhador sobre qual é o seu direito. Muitos trabalhadores desconhecem quais são os seus direitos”, alerta Mateus.</p>



<p>A dificuldade de articulação, a divisão entre os trabalhadores de setores diferentes, e por vezes até no mesmo setor, faz parte da estratégia de precarização. Paloma Breit observou de perto essa realidade no comércio virtual em que atuou e explica que quem atuava em TI, atendimento e administração não podia ter contato com trabalhadores dos galpões. A distância evitava que uns conhecem a realidade de outros, identificassem pontos comuns, percebessem as formas de precarização que estavam ocorrendo e se organizassem por melhorias.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Inclusão</strong></p>



<p>Se o apagamento dos trabalhadores adoecidos ou afastados por LER/Dort é um fato que demanda atenção, no caso das pessoas com deficiência o problema é ainda maior.</p>



<p>“Realmente, os números são invisibilizados em relação à própria questão de trabalhadores com LER/Dort que são afastados e muitas vezes a gente não tem esses dados concretos, e de pessoas com deficiência são mais ainda”, destaca Paloma.</p>



<p>Pensando na precarização do trabalho e na contratação de mão de obra com custos inferiores, Paloma aponta que apenas 23% das pessoas com deficiência estão no mercado de trabalho, conforme a&nbsp;<a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/37317-pessoas-com-deficiencia-tem-menor-acesso-a-educacao-ao-trabalho-e-a-renda">última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada em 2022 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</a>. “E normalmente pessoas que têm no corpo ou uma lesão, ou uma limitação, então exige um nível de suporte muito maior, elas não estão contratadas. E se são contratadas, elas não saem da posição inicial”, complementa.</p>



<p>O setor logístico muitas vezes dispõe de programa voltados à contratação de pessoas com deficiência, porém, em geral para cumprir o atendimento de cotas. Por essa razão, são alocadas em atividades com alta demanda de movimentos repetitivos e com promessas de efetivação que nunca se concretizam.</p>



<p>Paloma ressalta também que, na contratação, além de considerar o tipo de deficiência e não a competência da pessoa, as empresas de logística não realizam a avaliação prevista na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Desse modo, o agravo ou adoecimento é atribuído ao quadro prévio de deficiência e não ao trabalho.</p>



<p>“Se há uma piora, se há um agravo do quadro dela, a gente não tem essa visibilidade também das pessoas com deficiência”, observa. “‘Não, isso já faz parte do seu quadro de deficiência’, porque não tem um antes e um depois para a gente avaliar”, completa.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Tecnologia nos galpões</strong></p>



<p>Com o avanço tecnológico, fortaleceu-se a ideia de que muitos trabalhos acabariam ou se tornariam mais leves, que as máquinas substituiriam os humanos, inclusive nos galpões. No entanto, os palestrantes concordam que é preciso desmistificar esse discurso, que busca baratear a força de trabalho, uma vez que as empresas ainda dependem do trabalho e da força criativa humana.</p>



<p>“As&nbsp;<em>big tecs</em>&nbsp;fazem crer que realmente vão substituir todo o trabalho humano. E por trás desse discurso, há uma precarização ainda maior, contratando mão de obra mais barata”, lamenta Paloma. Assim como os demais palestrantes, entende que a tecnologia visa apenas ao lucro e acrescenta que, além de não ser feita por trabalhadores e para trabalhadores, ainda exclui pessoas com deficiência, idosos, criando barreiras e marginalização.</p>



<p>Em alguns setores, o trabalho humano e a intensidade diminuíram de fato, mas a outra ponta da cadeia produtiva ainda mantém o trabalho bruto, pesado, que sustenta essa imagem de leveza. “As empresas de tecnologia querem vender a ideia de que ali só tem uma tecnologia funcionando sozinha e escamotear todo o processo produtivo por trás dela”, alerta Mateus.</p>



<p>Fato é que uma parte do processo não será substituída por maquinário porque isso não é lucrativo, e o ser humano ainda é mais barato. “Se uma empresa dessas de entrega de alimentos, por exemplo, resolver entregar tudo por drone, vai sair muito mais caro do que ela pagar o entregador. A mesma coisa acontece no galpão”, explica Luci.</p>



<p>Por mais tecnologia que os grandes galpões tenham, e alguns dispõe de tecnologia de ponta, ainda dependem do trabalhador para escanear os produtos e cuidar de todo o processo. “Há um processo realmente de tecnologia que é implementado, que chega até esse operador, mas que não é para diminuir a intensidade do trabalho dele, não é para diminuir a jornada do trabalho dele, não é para melhorar a qualidade de vida”, reforça Mateus.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Gestão algorítmica</strong></p>



<p>A tecnologia aplicada ao processo de trabalho nos galpões de armazenamento e distribuição tem um papel essencial no lucro e na otimização do trabalho para que o produto chegue cada vez mais rápido ao consumidor. Também oferece controle total sobre os trabalhadores e o processo de trabalho como aliada na gestão flexível do trabalho.</p>



<p>Mateus explica que a gestão algorítmica controla três grandes atividades principais dos operadores logísticos: coletar, embalar e despachar para o caminhão. Toda vez que o trabalhador usa o escâner, a tecnologia informa onde está o produto que ele precisa pegar, até onde deve levar e em quanto tempo.</p>



<p>&nbsp;“O tempo que ele leva para pegar um produto de uma prateleira, colocar para embalar e voltar para pegar uma outra tarefa, o tempo metrificado do aparelhinho dele é contado como tempo ocioso, o que é um absurdo, inclusive em terminologia. Esse trabalhador não está ocioso, ele está se deslocando de uma tarefa para outra, mas a empresa conta diariamente, minuto a minuto, o tempo de ociosidade para tentar reduzir e joga essa cobrança em cima do trabalhador”, explica Mateus.</p>



<p>Ou seja, o escâner colhe informações sobre quantas unidades o trabalhador escaneou, qual o desempenho por área, tempo por tarefa, taxa de erros por pessoa, visão geral do trabalho por trabalhador, entre outros. São diversos dados que contribuem para a gestão flexível: controlar metas, identificar trabalhador com maior ou menor desempenho, quem será demitido ou não etc.</p>



<p>Essa articulação entre automação e mecânico aumenta ainda mais a pressão sobre esses trabalhadores, que vêm adoecendo por excesso de trabalho ao longo das quase 12 horas de turno de trabalho pesado. Esse processo reforça que a tecnologia nos galpões não veio para melhorar a qualidade de vida do trabalhador, diminuir a intensidade e a precarização, mas apenas para aumentar o lucro das empresas.</p>



<p>“É importantíssimo esse tipo de evento que a gente está fazendo hoje, que a Fundacentro está organizando, porque realmente é urgente a gente olhar para essa categoria”, finaliza Mateus dos Santos.</p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Texto: </em></strong><em>Karina Penariol Sanches (</em><a href="http://www.gov.br/fundacentro"><em>www.gov.br/fundacentro</em></a><em>)</em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Imagem:</em></strong><em> IA – Inteligência Artificial</em></p>
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		<title>Recomendação técnica atualiza diretrizes de segurança para escadas, rampas e passarelas na indústria da construção</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 11:52:09 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Acidente do trabalho]]></category>
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		<category><![CDATA[Construção civil]]></category>
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<p>Publicação revisada incorpora mudanças das normas regulamentadoras 18 e 35 e orienta o planejamento seguro de acessos em canteiros de obras.</p>



<p></p>



<p>O card apresenta a capa da publicação RTP-04, que traz diretrizes técnicas para escadas, rampas e passarelas na indústria da construção. O destaque visual é um gráfico com diferentes faixas de inclinação permitidas para cada tipo de acesso, conforme normas como NR 18, NBR 9050 e NBR 16308-1. Ele mostra desde escadas verticais (mais inclinadas), passando por escadas fixas e portáteis, até rampas e passarelas (menos inclinadas). Logomarca e Slo 60 anos da Fundacentro estão na parte de baixo, do lado esquerdo da imagem.</p>



<p>A <strong>Recomendação Técnica de Procedimentos RTP-04</strong>&nbsp;foi revisada e atualizada para orientar o uso seguro de escadas, rampas e passarelas na indústria da construção. A publicação reúne técnicas para escolha, dimensionamento, instalação e utilização dessas superfícies de passagem, contribuindo para a prevenção de acidente, especialmente&nbsp;quedas de altura, e para a melhoria das condições de trabalho nos canteiros de obras.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A atualização acompanha as mudanças promovidas nas Normas Regulamentadoras 18 e 35 e incorpora as disposições da Portaria&nbsp;nº 1.680, de&nbsp;02 de outubro de 2025, que aprovou o Anexo III sobre escadas de uso individual. O documento foi elaborado a partir de texto-base e desenhos desenvolvidos por Grupo Técnico de Trabalho e consolidados no projeto Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção, que aborda medidas de proteção coletiva contra quedas de altura e choque elétrico.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A recomendação busca subsidiar empresas, profissionais, governo e trabalhadores&nbsp;para o&nbsp;cumprimento das normas de segurança e saúde no trabalho.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Superfícies de passagem na construção&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p>Escadas, rampas e passarelas são superfícies destinadas ao trânsito de pessoas, equipamentos e materiais nas frentes de trabalho da construção civil. A definição do tipo adequado depende do ângulo de inclinação em relação à&nbsp;superfície&nbsp;horizontal, da frequência de uso, da finalidade do acesso e das características das atividades executadas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>As passarelas são indicadas para deslocamentos praticamente horizontais. As rampas são recomendadas para inclinações moderadas, permitindo circulação mais confortável e segura, inclusive com transporte de materiais.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>As escadas fixas apresentam inclinações intermediárias e são adequadas para acessos contínuos entre níveis. As portáteis possuem inclinação mais acentuada e são utilizadas em acessos temporários.&nbsp;Já as&nbsp;verticais podem atingir inclinações próximas a noventa graus e são indicadas para acessos técnicos e restritos, exigindo medidas adicionais de proteção contra quedas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A definição correta da superfície de passagem contribui&nbsp;para garantir ergonomia, estabilidade e segurança estrutural. Inclinações inadequadas podem aumentar significativamente a probabilidade de acidentes.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Planejamento de acessos&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p>O planejamento dos acessos deve ser considerado desde a fase inicial de organização do canteiro de obras. A escolha do tipo de acesso deve ser baseada em análise de riscos e respeitar a hierarquia de medidas prevista na NR 35 para o trabalho em altura.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Essa hierarquia estabelece como prioridades evitar o trabalho em altura, eliminar o risco de queda e adotar medidas que reduzam as consequências de eventuais acidentes. O Anexo III da norma define a preferência por acesso diretamente do nível do solo ou do piso, seguida pelo uso de rampas ou escadas de uso coletivo. Escadas com inclinação elevada aparecem como alternativa posterior,&nbsp;e as escadas fixas verticais constituem a última opção.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A análise de riscos pode considerar também o uso de máquinas como meio de acesso em estruturas muito altas e de grande valor agregado, como torre eólica, onde elevadores podem ser utilizados para alcançar componentes como rotores e geradores elétricos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Escadas e critérios de segurança&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p>A recomendação apresenta requisitos técnicos para escadas portáteis e fixas, incluindo modelos de encosto, extensíveis, autossustentáveis e multifuncionais. O documento trata ainda das escadas fixas verticais e das escadas destinadas ao uso coletivo, com orientações sobre instalação, estabilidade e segurança.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Também são definidos procedimentos de supervisão, inspeção e manutenção, além de orientações práticas para o uso adequado, como limites de carga, postura segura e transporte de materiais.&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Escadas verticais como medida excepcional&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p>A escada fixa vertical aparece como última alternativa na hierarquia de controle de riscos. Esse tipo de acesso exige maior esforço físico do trabalhador devido aos degraus estreitos e à concentração do peso corporal em pequenas áreas de apoio dos pés.&nbsp;</p>



<p>Outro aspecto abordado é o uso das gaiolas de proteção nas escadas tipo marinheiro. Essas estruturas são frequentemente associadas à segurança, mas não são consideradas proteções coletivas ou individuais. O elemento central da análise de segurança é a própria escada vertical, cujo uso deve ocorrer apenas quando outros meios de acesso forem descartados, caracterizando uma medida excepcional.&nbsp;</p>



<p>A Recomendação Técnica de Procedimentos nº 04 Escadas Rampas e Passarelas foi revisada e atualizada por Artur Carlos da Silva Moreira, José Renato Alves Schmidt, Luiz Antônio de Melo, Maria Christina Felix, Robson Rodrigues da Silva, Renata Schneider Viaro e Swylmar dos Santos Ferreira.&nbsp;</p>



<p>A&nbsp;RTP-04&nbsp;&#8211; 2ª edição&nbsp;está disponível para&nbsp;<a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/centrais-de-conteudo/biblioteca/publicacoes-institucionais" target="_blank" rel="noreferrer noopener">leitura e download.</a>&nbsp;</p>



<p><a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/centrais-de-conteudo/biblioteca/publicacoes-institucionais" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Acesse a&nbsp;RTP&nbsp;e outras publicações no Portal da Fundacentro</a>&nbsp;</p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Texto:</em></strong><em> Débora Maria Santos</em></p>



<p class="has-small-font-size"><strong><em>Imagem:</em></strong><em> IA – Inteligência Artificial</em></p>
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